Nas novas escolas de Quijingue foram investidos R$ 37,9 milhões, parte de um plano estratégico de R$ 6 bilhões que estão sendo aportados na requalificação da rede física da rede estudantil estadual. Os novos espaços contam com estrutura moderna para projetos pedagógicos – com itens como laboratórios e teatros – e esportivos (quadras cobertas, campos de futebol e piscinas), para que os estudantes tenham atividades em tempo integral. Já são mais de 300 escolas de tempo integral da rede pública estadual na Bahia – 28 delas inauguradas este ano, somando R$ 637 milhões em investimentos.
Já na sede da 4ª Companhia Independente da PM, que passa a abrigar o efetivo policial da cidade, foi aplicado R$ 1,2 milhão. De acordo com o comandante-geral da PM, coronel Paulo Coutinho, a unidade é a 17ª a ser inaugurada, de 150 companhias que estão por vir.
Oportunidades
“A Polícia Militar está passando por um momento não só de reestruturação (física), mas também de capacitação de profissionais”, afirmou. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), no total, o programa de construção, reforma e modernização de estruturas das forças de segurança do Estado prevê intervenções em mais de 700 instalações, com recursos da ordem de R$ 650 milhões.
“Poderíamos estar na rua vendo e fazendo coisas erradas, ou mesmo em meio a coisas que nem a gente quer, mas estamos dentro da escola aprendendo e nos divertindo”, fala Aila Marina, de 16 anos, aluna do Colégio Estadual Pedro Paulo Marques e Marques (CEPPMM), de ensino em tempo integral, do bairro de São Cristóvão, em Salvador.
“A escola em tempo integral dá muitas oportunidades que alunos de outras escolas gostariam de ter, mas não têm.”, diz Aila.
A vice-diretora do CEPPMM, Nelma Cabral Silva, salienta que, além de prover os jovens de educação e atividades em tempo integral, a unidade tem uma função integradora na região em que está instalada. “Hoje, trabalhamos com empenho para mostrar que a escola é para todos”, explica.
Uma das formas de integração da escola com seu entorno é por meio do Ponto e Vírgula, projeto da Operação Ronda Escolar da Polícia Militar da Bahia (PM), que sensibiliza e mobiliza a comunidade para prevenir e combater a violência usando a atenção à saúde mental no ambiente escolar.
“É um projeto que acolhe e prepara professores, alunos e o entorno, além de servir para desconstruir essa imagem da polícia, mostrando que ela é amiga da comunidade e não a vilã”, aponta a vice-diretora.
Trazer a comunidade para dentro do espaço físico da escola tem sido um dos grandes diferenciais das escolas estaduais em tempo integral. “Meus filhos, uma menina de 9 anos e um menino de 4, não estudam nesse colégio, mas fazem aulas de caratê três vezes por semana na unidade”, conta a empreendedora Geisa Louredo, dona de uma lanchonete vizinha do colégio.
“É uma escola aberta para a comunidade, uma oportunidade boa para os alunos e para a comunidade.”
A unidade escolar também fica aberta aos sábados e domingos para a realização de eventos, que vão de competições de fisiculturismo a feiras de empreendedorismo. “O que o governo do Estado está fazendo com as escolas públicas é a realização de um sonho”, afirma o coordenador esportivo, Antônio Gabriel Santos da Assunção, que há 15 anos trabalha na rede pública de ensino.
“Os estudantes ficam aqui por dois turnos, tem três refeições e têm acesso a inúmeras atividades culturais, artísticas e esportivas. A ocupação de tempo ocioso os afasta da violência.”
*Colaborou Silvânia Nascimento
