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ONU aprova resolução para o fim da guerra na Ucrânia; Brasil vota a favor e China se abstém

ONU aprova resolução para o fim da guerra na Ucrânia; Brasil vota a favor e China se abstém

24/02/2023 às 08h10 Atualizada em 24/02/2023 às 11h10
Por: Redação
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Foto: Reprodução
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Resolução não obrigatória foi aprovada por 141 a 7, com 33 abstenções

A Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou nesta quinta-feira (23) uma resolução exigindo o fim da guerra na Ucrânia. A votação na Assembleia-Geral da entidade teve 141 votos a favor, sete contra e 33 abstenções.

Ao contrário da posição assumida desde o início do conflito, o Brasil abandonou a neutralidade e votou pelo fim da guerra. Entre os países 33 que se abstiveram, estão outros membros dos Brics: China, Índia e África do Sul. Muitas nações da Ásia e África também optaram pela neutralidade.

Os que  votaram contra a resolução foram Rússia, Belarus, Síria, Coreia do Norte, Nicarágua, Mali e Eritreia.

O texto da resolução demanda a retirada imediata das tropas russas, condena as "nefastas consequências humanitárias" e assume o compromisso de promover a paz na região. A resolução não é obrigatória, mas ocorre às vésperas do aniversário de um ano do conflito, em meio ao aumento das tensões diplomáticas.

O presidente russo, Vladimir Putin, disse recentemente que se retirava do acordo para controle de armas nucleares.

Proposta brasileira

O embaixador russo para a ONU, Vassili Nebenzia, criticou a iniciativa como parcial e acusou a Otan (a aliança  militar do Ocidente) de inflamar o conflito, comparando-o com a Segunda Guerra Mundial.

"Assim como há 80 anos, essa é uma guerra que envolve inimigos poderosos que desejam nos controlar e subjugar. Tanques alemães vão novamente matar russos", disse, se referindo aos tanques da Alemanha que vários países europeus prometeram enviar para a Ucrânia.

O número de civis mortos ou feridos no conflito é estimado em 40 mil. O Brasil recentemente enviou uma proposta para mediar uma resolução para a guerra.

O vice-ministro de Relações Exteriores russo,  Mikhail Galuzin, comentou que "tomamos nota das declarações do presidente do Brasil sobre o tema de uma possível mediação, a fim de encontrar caminhos políticos para evitar a escalada na Ucrânia, corrigindo erros de cálculo no campo da segurança internacional com base no multilateralismo e considerando os interesses de todos os atores".

"Estamos examinando as iniciativas, principalmente do ponto de vista da política equilibrada do Brasil e, claro, levando em consideração a situação no terreno", concluiu.

Edição: Rodrigo Durão Coelho

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