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Carmen Lucia envia sete pedidos de investigação contra o ex presidente à primeira instância

Carmen Lucia envia sete pedidos de investigação contra o ex presidente à primeira instância

11/02/2023 às 12h16 Atualizada em 11/02/2023 às 15h16
Por: Redação
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Foto: Reprodução
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A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), encaminhou nesta sexta-feira para a Justiça Federal do Distrito Federal sete pedidos de investigação contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). As ações foram apresentadas ao STF por ataques de Bolsonaro ao tribunal e ministros da Corte, uma fala considerada racista e sua participação em uma motociata nos Estados Unidos. Estas são as primeiras ações que têm como alvo o ex-presidente que saem do Supremo rumo à primeira instância.

Como não é mais presidente da República, Bolsonaro perdeu a prerrogativa de foro que determina que mantinha processos e ações contra ele na mais alta instância da Justiça brasileira, o STF.

Alguns pedidos de investigação contra Bolsonaro:

 

 

Os pedidos de investigação contra Bolsonaro foram apresentados ao STF em 2021 após o ex-presidente atacar o tribunal em pronunciamentos feitos durante as celebrações de 7 de setembro de 2021. Em outra ação, Bolsonaro era alvo de um pedido de investigação por ataques aos ministros Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes.

Bolsonaro em ato na Avenida Paulista no 7 de setembro de 2021, quando atacou o ministro do STF, Alexandre de Moraes — Foto: PAULO LOPES / AFP

Bolsonaro em ato na Avenida Paulista no 7 de setembro de 2021, quando atacou o ministro do STF, Alexandre de Moraes — Foto: PAULO LOPES / AFP

Há ainda o caso em que o PSOL e o PT pediam que Bolsonaro fosse investigado por suas declarações que associavam o peso de um homem negro a arrobas.

Há também uma notícia-crime protocolada pelo deputado federal Alencar Santana (PT-SP) para a apuração dos crimes supostamente cometidos pelo então ministro da Justiça Anderson Torres e pelo presidente da República em uma motociata nos Estados Unidos. Os dois encontraram no evento o blogueiro Allan dos Santos, considerado foragido pela Justiça brasileira. Para o parlamentar, o ex-presidente cometeu crime de responsabilidade e prevaricação.

"Consolidado é, pois, o entendimento deste Supremo Tribunal de ser inaceitável em qualquer situação, à luz da Constituição da República, a incidência da regra de foro especial por prerrogativa da função para quem já não seja titular da função pública que o determinava", afirmou Cármen Lúcia nos despachos publicados nesta sexta-feira.

Segundo a ministra da Corte, "a expiração do mandato no cargo de Presidente da República e a não ocupação de outro cargo público pelo requerido, que pudesse atrair a competência deste Supremo Tribunal Federal, faz cessar a competência penal originária desta Casa para o processamento deste e de qualquer feito relativo a eventuais práticas criminosas a ele imputadas e cometidas no exercício do cargo e em razão dele desde 1º.1.2023".

Apesar dos encaminhamentos dados à primeira instância, por enquanto permanece com Cármen Lúcia a ação questiona a competência do Supremo para a investigação de supostos desvios no Ministério da Educação (MEC) durante a administração de Milton Ribeiro. O caso chegou ao STF depois que a Justiça Federal entendeu haver indícios de uma possível interferência de Bolsonaro na investigação do ex-ministro da Educação.

Difamação e injúria

 

Também saíram da alçada do STF nesta semana outras ações envolvendo os crimes de injúria e difamação supostamente promovidos por Bolsonaro. Em uma delas, o ministro Edson Fachin remeteu ao Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) uma queixa-crime em que o senador Randolfe Rodrigues acusa o ex-presidente da prática do crime de difamação em razão de publicação em redes sociais, em julho de 2021, que teria atribuído ao senador a negociação de vacinas Covaxin sem licitação, no contexto da pandemia da covid-19.

Em outro caso, o ministro Luiz Fux também mandou para o TJDFT uma queixa-crime apresentada pela ex-presidente da República Dilma Rousseff. Nela, Dilma alega que Bolsonaro teria ofendido sua honra ao publicar vídeo no Twitter depreciando os trabalhos da Comissão da Verdade e supostamente praticando o crime de injúria.

Fonte: O Globo

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