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Petrobras realizará assembleia para avaliar candidatos ao conselho

Petrobras realizará assembleia para avaliar candidatos ao conselho

19/07/2022 às 07h30 Atualizada em 19/07/2022 às 10h30
Por: Redação
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Encontro entre os acionistas será realizado no dia 19 de agosto

Nesta segunda-feira, 18, conforme o comunicado, a Petrobras informou que realizará em 19 de agosto uma assembleia de acionistas para avaliar a nova lista de candidatos ao Conselho de Administração.

Em uma reunião excepcional realizada nesta data com participação apenas de seus membros que não foram indicados para nova eleição do colegiado, a companhia ainda relatou que, validou integralmente as análises do Comitê de Eligibilidade (Celeg) em relação aos candidatos indicados pelo acionista controlador e pelos minoritários para o conselho.

O comitê na última semana avaliou que dois dos sete indicados do governo para o novo conselho de administração da Petrobras não supriam aos requisitos para preencher o cargo.

São eles Jônathas Assunção Salvador Nery de Castro e Ricardo Soriano de Alencar, ambos foram escolhido pelo presidente Jair Bolsonaro. Atualmente em seus cargos atuais, os escolhidos têm informações privilegiadas que podem ir contra interesses da Petrobras, beneficiando o acionista majoritário da estatal, a União, de acordo com o Blog do Valdo Cruz.

Cinco dos setes nomes analisados pelo conselho, foram considerados capacitados para exercer a função; Gileno Gurjão Barreto, indicado para ser o novo presidente do Conselho de Administração, Edison Garcia, Iêda Aparecida Cagni, Márcio Andrade Weber e Ruy Flaks Schneirder.

O Conselho de Administração da Petrobras, no fim de junho, já elegeu Caio Mário Paes de Andrade como o novo presidente da empresa. Ele substituiu José Mauro Ferreira Coelho.

Atualmente, o Conselho possui 11 integrantes. Além dos oito indicados pelo governo- contendo Caio Paes de Andrade- , há três eleitos por acionistas minoritários, detentores de ações preferenciais e pelos empregados da empresa.

Estatal e política de preços sob pressão

Depois que a Petrobras anunciou um novo reajuste dos combustíveis, a pressão só aumentou. O preço médio de venda da gasolina nas distribuidoras no dia 17 de junho teve um aumento de 5% e do diesel, mais de 14%. Há 99 dias, desde o dia 11 de março, a Petrobras não reajustava o preço da gasolina. O último reajuste do diesel tinha sido em 10 de maio, 39 dias de intervalo.

Visando a reeleição, o presidente Jair Bolsonaro elevou o tom das críticas contra a administração da Petrobras em razão dos reajustes nos preços dos combustíveis e chegou a chamar de “estupro” o lucro da estatal.

Andrade relatou que não recebeu orientações do governo em relação à mudança da política de preços da estatal. No entanto, ele recusou um convite do Conselho de Pessoas da estatal para dar explicações sobre o assunto.

Fonte: A Tarde

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