A Polícia Federal continua na apuração do crime que levou às mortes do indigenista Bruno Pereira e do jornalista inglês Dom Phillips, confirmadas na noite de quarta-feira (15).
O superintendente da PF no Amazonas, Eduardo Fontes, afirmou à CNN Brasil que trabalha com a hipótese de cinco suspeitos investigados no desaparecimento do jornalista inglês Dom Phillips e do indigenista brasileiro Bruno Araújo Pereira.
Investigadores que atuam diretamente no caso afirmaram ao jornal Folha de S.Paulo, sob a condição de anonimato, que as diligências reunidas até o momento não apontam para a existência de um mandante do crime.
Até o momento, duas pessoas foram presas temporariamente por 30 dias, os irmãos Oseney da Costa de Oliveira e Amarildo Oliveira da Costa. À PF, Amarildo confessou ter participado do assassinato e apontou o local em que havia enterrado os corpos.
O avião da PF transportou os remanescentes humanos encontrados durante as buscas. O material está sendo levado para o Instituto Nacional de Criminalística, onde será periciado para confirmação da identidade.
A PF confirmou que foram encontrados restos mortais durante as buscas que foram realizadas com a presença do pescador Amarildo da Costa Pereira, conhecido como "Pelado”. Ele confessou a participação no desaparecimento e indicou o local onde os corpos foram enterrados.
Diante da confissão, a PF foi até o local, onde foi realizada a reconstituição da cena do crime. Durante as escavações, as equipes encontraram remanescentes humanos em uma área de mata fechada.
As investigações continuam para apuração da suposta participação de mais pessoas no desaparecimento e para encontrar o barco utilizado pelos suspeitos para executar os crime.
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Comoção após o desaparecimento de Bruno Pereira e Dom Phillips impulsionou debate sobre problemas em órgãos de proteção / Kenzo Tribouillard/ AFP[/caption]
O indigenista Bruno Araújo Pereira e o jornalista inglês Dom Phillips, correspondente do jornal The Guardian no Brasil estavam desaparecidos desde 5 de junho, na região do Vale do Javari, no oeste do Amazonas.
De acordo com a coordenação da União das Organizações Indígenas do Vale do Javari (Univaja), Bruno Pereira e Dom Phillips chegaram na sexta-feira (3) no Lago do Jaburu, nas proximidades do rio Ituí, para que o jornalista visitasse o local e fizesse entrevistas com indígenas.
Segundo a Univaja, no domingo (5), os dois deveriam retornar para a cidade de Atalaia do Norte, após parada na comunidade São Rafael, para que o indigenista fizesse uma reunião com uma pessoa da comunidade apelidado de Churrasco. No mesmo dia, uma equipe de busca da Univaja saiu de Atalaia do Norte em busca de Bruno e Dom, mas não os encontrou e eles foram dados como desaparecidos.
Fonte: Brasil de Fato