
"A União é a acionista controladora da Petrobras. Tem poderes para nomear e demitir o comando da empresa. Se não quiser mudar a política de preços, pode criar subsídios ou fundos de estabilização", aponta o jornalista em sua coluna no Globo.
Diante de questões complexas, todo presidente tem que fazer escolhas e contrariar interesses. Bolsonaro prefere cruzar os braços e posar de comentarista do próprio governo. Mello Franco lembra que em sua live semanal depois do anúncio do lucro da Petrobrás, Bolsonaro disse que o nome da empresa iria “para a lama” se o diesel voltasse a subir. Quatro dias depois, a empresa divulgou um novo reajuste de 8,87%. Bolsonaro continua sem fazer nada.
Desde o governo Michel Temer, a Petrobras atrela seus preços ao mercado internacional. Os valores acompanham as cotações do dólar e do barril do petróleo. A fórmula já fez o capitão colher os louros da gasolina mais barata em 20 anos. Agora ele lida com a fúria de motoristas obrigados a pagar mais de R$ 8 por litro.
Fonte: Brasil247
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