Assim como Gabriel Monteiro, Sandro também foi expulso da Polícia Militar. Em 2006, ele foi acusado de ameaçar moradores da Taquara, na Zona Oeste do Rio, que não pagassem entre R$ 15 e R$ 30 pela "realização de serviço consignado como segurança".
De acordo com os depoimentos das vítimas de agressão, em um inquérito que tramita na Delegacia de Atendimento à Mulher (DEAM) de Jacarepaguá e outro na 32ª DP (Taquara), as mulheres foram agredidas por socos e pontapés. Em 24 de janeiro de 2020, uma vítima procurou a delegacia e disse que se relacionava com Figueiredo há algum tempo. Naquele dia ambos haviam passado a noite em um camarote na Marquês de Sapucaí. No entanto, ao chegarem na residência do então casal, o ex-PM passou a agredir a mulher com socos e puxões de cabelo.
Durante as agressões, a vítima relatou que correu para o quarto e se trancou. Mas o advogado de Gabriel Monteiro teria arrombado a porta e a agrediu ainda mais. Segundo a vítima, naquele dia, um dos filhos do casal estava em casa, e Sandro ainda teria tentado retirar a criança para levá-la para Angra dos Reis, na Costa Verde Fluminense.
Uma outra ocorrência foi registrada na DEAM de Jacarepaguá. Desta vez foi em 10 de maio de 2021. Naquele dia, a mulher afirmou que foi agredida sem motivos por seu ex-companheiro Sandro Acácio. No dia da suposta agressão, a policial militar afirmou que estava em casa tomando banho “quando Sandro entrou no banheiro e começou as agressões, com socos, tapas e pontapés”. Ainda no depoimento, a mulher afirmou que tinha receio de Santo porque ele tinha uma arma. Com medo da situação, a vítima chegou a pedir uma medida protetiva contra o advogado. Ela também representou criminalmente contra ele.
Foi essa mesma mulher que dez meses depois registrou um boletim de ocorrência na 42ª DP (Recreio) contra Sandro por estelionato. No novo registro, a PM disse que o ex-companheiro fez a transferência de um automóvel, um Jeep Renegade avaliado em R$ 70 mil, de forma fraudulenta. Aos investigadores, a mulher disse que o advogado, após o fato, teria rebocado seu carro para um local onde ele não tinha ciência.
O GLOBO não conseguiu contato com o advogado. Mas ele usou vídeos curtos de uma rede social para se pronunciar. Sandro disse que “jamais tomou conhecimento desse inquérito de estelionato”. Em relação a suposta agressão, “esse processo de fatos ocorridos na Sapucaí, foi absolvido”. Por fim, o advogado de Monteiro salientou que “tem um terceiro inquérito que a mesma ex-companheira fez, e não outra mulher, que ainda está em curso e não teve sequer a primeira audiência”. O advogado destacou também que “a mesma mulher”, foi a mãe do seu filho, que o “acusou gratuitamente”.Gabriel Monteiro também saiu em defesa de Sandro Figueiredo.
O político, em uma rede social, afirmou que “quase duas décadas passadas foi preso, mas conseguiu provar sua inocência”. Ainda de acordo com o parlamentar, o "sofrimento foi a motivação para virar um doutor e que hoje é uma das maiores referências no direito militar".
Fonte: O Globo
Mín. 20° Máx. 29°