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Joseildo condena fechamento da FAFEN e teme reação em cadeia

Joseildo condena fechamento da FAFEN e teme reação em cadeia

20/03/2018 às 11h02 Atualizada em 20/03/2018 às 14h02
Por: Redação
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Foto: Reprodução
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Líder do PT na Assembleia Legislativa da Bahia, o deputado estadual Joseildo Ramos condenou, nesta terça-feira (20), a decisão da Petrobras de fechar a unidade baiana da FAFEN, fábrica que produz fertilizantes nitrogenados a partir do gás natural dos campos produtores de petróleo, localizada em Camaçari. O parlamentar defende uma reação enérgica do governo baiano e da bancada de deputados para evitar o fechamento que pode provocar, além da queda de receita dos municípios, a demissão de mais de 700 trabalhadores.

“Precisamos somar esforços com o estado de Sergipe, que passa pela mesma situação. Iniciarei uma conversa com o governador Rui Costa para que juntemos forças nesse sentido e possamos evitar danos à economia dos estados, como a baixa na arrecadação de impostos e os impactos negativos na cadeia produtiva do Polo Petroquímico de Camaçari, onde há fábricas que utilizam a matéria prima produzida por ela”, afirmou Joseildo.

De acordo com o governador de Sergipe, Jackson Barreto, o fechamento da unidade de Laranjeiras já foi previsto e anunciado pelo presidente da Petrobras, Pedro Parente, para o mês de junho, sob a alegação de que a empresa vem dando prejuízos consecutivos, tornando a continuidade da operação industrial inviável do ponto de vista econômico. Para os dirigentes do Sindipetro/BA, no entanto, o argumento é questionável, uma vez que “a demanda do mercado brasileiro de fertilizantes é maior que a produção nacional” e o consumo de fertilizantes no Brasil, entre 2003 e 2012, cresceu 30%.

Para Joseildo, o movimento de fechamento das FAFENs não tem relação com a produtividade das fábricas em si, e tendem a abater a economia nacional, favorecendo o desnecessário aumento da importação de fertilizantes. “O fechamento de unidades, os questionamentos sobre seu lucro, a tentativa de enfraquecimento dos sindicatos. Essas ações não são aleatórias e desordenadas, e não aconteceram apenas com as FAFENs. Elas têm um objetivo muito claro de desidratar a empresa para enfraquecê-la e assim facilitar a venda da Petrobras, o maior tesouro nacional, a preço de banana para o capital estrangeiro”, acusou o parlamentar.

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