
Para Ethel Maciel, a curva brasileira segue dentro do previsto para a nova cepa.
— O movimento é muito semelhante ao dos outros países: subida rápida em 20 a 45 dias e o mesmo tempo para descer — afirma.
O percurso se assemelha ao de nações como a África do Sul (onde a Ômicron foi identificada inicialmente) e o Reino Unido, sempre com crescimento muito rápido e queda vertiginosa.
A epidemiologista alerta, porém, que há preocupação entre os profissionais de saúde com o impacto do carnaval.
— O problema é que temos o carnaval aí no meio. Apesar de não haver as festas oficiais, a gente sabe que as pessoas vão se movimentar, viajar. Por isso, quem for participar de festa deve procurar locais abertos, em que o passaporte de vacinação é exigido, e evitar aglomerações. Quem for pegar avião, deve usar máscara mais filtrante, como a PFF2. Ter esses cuidados ainda é importante, especialmente nesse período de carnaval que pode fazer com que nossa queda de casos seja mais arrastada — adverte.
A queda na média de casos começa a dar os primeiros sinais de efeito sobre o número de mortes pela Covid. Ontem, pelo segundo dia após alta desde 12 de janeiro, a tendência era de estabilidade em relação a 14 dias atrás.
Segundo Ethel Maciel, em geral a defasagem entre o pico de casos e de mortes é de duas a três semanas:
— Ainda vamos ter o pico de óbitos nesta semana ou na outra e aí vamos começar a descer — calcula.
Na sexta, a média móvel de mortes era de 840, 12% maior que o cálculo de duas semanas atrás — lembrando que entre variações entre –16% e +16% são consideradas estabilidade. É uma desaceleração frente ao fim de janeiro, com seus 243% de alta.
Os patamares, no entanto, seguem muito elevados. O Brasil não tinha mais de 800 mortes diárias desde agosto do ano passado. A atenção se volta, principalmente, às crianças, o grupo que teve acesso à vacinação mais tardiamente e, por isso, é mais vulnerável ao agravamento da doença.
Fonte: O Globo
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