Sexta, 01 de Maio de 2026
20°C 29°C
Alagoinhas, BA
Publicidade

Mulheres chegaram para ficar no mercado de cibersegurança no Brasil

Mulheres chegaram para ficar no mercado de cibersegurança no Brasil

31/01/2022 às 18h28 Atualizada em 31/01/2022 às 21h28
Por: Redação
Compartilhe:
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Levantamento da HackerSec aponta que nos últimos três anos triplicou o número de mulheres matriculadas em cursos de tecnologia

O mercado de TI e cibersegurança tem crescido consideravelmente nos últimos anos. Com isso, diante do aumento nas oportunidades de trabalho disponibilizadas, o setor que ainda é predominantemente comandado por homens indica, para este ano, um aumento no número de mulheres, inclusive em cargos de liderança.

Segundo o Cybersecurity Workforce Research 2019, realizado pelo (ISC), 24% da comunidade de TI é composta de mão de obra feminina. Isso representa mais do que o dobro, em comparação com os dados de 2017, em que esse número era de apenas 11%. Há um movimento cada vez mais significativo para igualdade nas condições de trabalho e uma mão de obra mais diversificada.

Para Andrew Martinez, CEO da HackerSec, empresa de cibersegurança, ter mais mulheres na área de cibersegurança auxilia tanto as empresas como o setor a preencher o tão temido apagão de talentos.

“É possível visualizar uma corrida para nivelar a disparidade de gênero no segmento por várias razões. Observamos que as profissionais de cibersegurança possuem mais chances de alcançarem posições de liderança”, afirma o executivo.

Este cenário já pode ser observado na procura por capacitação das profissionais de tecnologia. De acordo com um levantamento realizado pela HackerSec, o número de mulheres que buscaram os cursos de cibersegurança triplicou nos últimos três anos. “Atualmente, temos cerca de 28% de alunas, ante os 5% que víamos matriculadas respectivamente em 2019 e 2020. A estimativa para esse ano é de alcançarmos mais de 35% de inscrições do público feminino”, diz Andrew.

E este cenário reflete na presença de mulheres que já atuam no setor. De acordo com o executivo, cerca de 55% dessas alunas já saem do curso empregadas, o que, aos poucos, vai corrigindo a lacuna de gênero no mercado de cibersegurança. No entanto, segundo o CEO, alguns problemas estruturais precisam ser debatidos urgentemente.

“Aproximadamente, 51% das mulheres na segurança cibernética já enfrentaram alguma forma de discriminação ou assédio. Além disso, relatam dificuldade para entrar no mercado de trabalho e ainda lutam pela equidade de salário”, declara Andrew.

Para minimizar a disparidade, a startup tem direcionado anúncios, posts e artigos específicos para as mulheres por meio das redes sociais, com o propósito de estimular a procura feminina pelo trabalho com segurança tecnológica. Segundo Martinez, mulheres interessadas em capacitação não são suficientes para mudar este cenário, é essencial que o mercado olhe para essa disparidade e, consequentemente, desenvolva estratégias para acelerar a igualdade de gênero no setor.

Fonte: Exame

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Alagoinhas, BA
26°
Parcialmente nublado

Mín. 20° Máx. 29°

27° Sensação
3.49km/h Vento
69% Umidade
100% (3.14mm) Chance de chuva
05h40 Nascer do sol
17h20 Pôr do sol
Sáb 30° 20°
Dom 32° 19°
Seg 26° 20°
Ter 29° 20°
Qua 28° 20°
Atualizado às 17h01
Economia
Dólar
R$ 4,96 +0,08%
Euro
R$ 5,81 -0,14%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 410,436,96 +2,32%
Ibovespa
187,317,64 pts 1.39%
Lenium - Criar site de notícias