
O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), desacelerou a 0,57% em dezembro e ficou levemente abaixo das projeções do mercado, segundo divulgado nesta segunda-feira, 3.
O patamar menor vem após alta de 1,08% em novembro. No último mês do ano, foram registradas acelerações de preço menores em itens como gasolina e passagem aérea (veja abaixo o que mais subiu), o que contribui para a variação mais baixa medida no IPC-S.
No acumulado de 2021, o indicador subiu 9,34%, muito superior à variação de 5,17% em 2020.
O resultado mensal veio abaixo da mediana da pesquisa Projeções Broadcast, do grupo Estado, de 0,62% (com piso de 0,54% e teto de 0,83%). A taxa em 12 meses também foi menor do que a mediana do mercado, de 9,39%, com projeções entre 9,31% e 9,63%.
"A queda se deu como esperado pela estabilização dos preços dos combustíveis, em especial a gasolina que registrou queda de -0,36%", disse o economista André Perfeito, da Necton, em nota a clientes.
A desaceleração no IPC-S acompanha a inflação menor já medida em outros índices inflacionários importantes. O IPCA-15 de dezembro, prévia do principal índice inflacionário brasileiro medido pelo IBGE, ficou em 0,78% até meados do mês.
O índice fechado do mês ainda não foi divulgado, mas a expectativa é de variação menor após os 0,95% de alta em novembro (que já haviam ficado abaixo do mais de 1% esperado pelo mercado na ocasião).
Apesar da desaceleração na alta dos preços nas últimas semanas, no acumulado do ano, a inflação medida pelo IPCA deve ter terminado 2021 na casa dos 10%, o que não ocorria desde 2015.
Fonte: Exame
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