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Covid-19: Fiocruz confirma primeiro caso da variante Ômicron no Rio de Janeiro

Covid-19: Fiocruz confirma primeiro caso da variante Ômicron no Rio de Janeiro

20/12/2021 às 17h46 Atualizada em 20/12/2021 às 20h46
Por: Redação
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Foto: Reprodução
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Amostra é de mulher de 27 anos, residente dos Estados Unidos, que desembarcou no Brasil há uma semana

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) confirmou no início da tarde desta segunda-feira o primeiro caso da variante Ômicron do coronavírus no Rio de Janeiro, após exames de sequenciamento genômico. A amostra é de uma mulher de 27 anos, residente de Chicago, nos Estados Unidos, que buscou atendimento em unidade de saúde municipal assim que chegou ao Brasil, na segunda-feira passada. Trata-se de um caso isolado, sem transmissão comunitária.

A paciente está com sintomas leves, sob o monitoramento da Vigilância Municipal do Rio de Janeiro, e em isolamento domiciliar desde o dia 13, quando desembarcou no país. Todos os contactantes rastreados testaram negativo, informa a prefeitura. A mulher está vacinada com duas doses da vacina contra a Covid-19, mas ainda não recebeu o reforço.

Nada muda na cidade em termos de protocolos contra a Covid-19, informa o secretário de Saúde da capital, Daniel Soranz. Ainda segundo ele, como os contatos imediatos da paciente não foram diagnosticados com a doença, o caso dela é isolado, não se tratando, portanto, de transmissão comunitária.

A Secretaria municipal de Saúde (SMS) informa que não há nenhum outro caso suspeito em investigação neste momento. A reportagem perguntou à pasta quantos foram os contatos próximos da paciente americana monitorados, mas ainda não obteve resposta.

O Rio já teve três casos suspeitos da nova cepa que acabaram descartados. O primeiro foi identificado no fim de novembro e descartado no início deste mês, depois que exames apontaram a presença da variante Delta na amostra. Os outros dois foram investigados e descartados na semana passada, após teste negativo para a Covid-19.

Para o epidemiologista Diego Xavier, do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde, da Fiocruz (Icict/Fiocruz), é preciso reforçar os cuidados já conhecidos contra o contágio.

— Costumo dizer que a pior variante é o comportamento das pessoas. Contra Ômicron, Delta e todas as outras variantes, as recomendações são as mesmas: a vacinação em dia, o uso de máscara, o cuidado com a ventilação dos ambientes, evitar aglomerações... Sabemos que a Ômicron tem um potencial de contágio maior — pontua o especialista.

Segundo ele, dados preliminares indicam que a Ômicron, apesar de ter provocado um aumento de casos onde se instalou, não causou uma alta significativa de internações e mortes por Covid-19 em locais com boa cobertura vacinal.

O Rio hoje tem 87,7% de sua população total com a primeira dose e 79,7% com o esquema completo, de acordo com o painel Covid-19 da prefeitura. Ponto-chave no combate à nova cepa, a dose de reforço já foi buscada na cidade por 67,9% dos idosos, que apresentam maior queda de proteção conferida pelas vacinas com o passar do tempo. Por outro lado, 491.320 maiores de 60 anos ainda não tomaram a nova injeção.

A vacina, embora eficaz para prevenir casos graves e óbitos, não anula a transmissão, lembra Xavier. Para impedir a disseminação do vírus, diz ele, deve-se recorrer a medidas não-farmacológicas, como a proteção facial.

— O que a gente vê quando olha para a Europa é um aumento considerável no número de casos. E a importância de evitar um aumento de casos está no fato de que, quanto maior o número de pessoas infectadas, maiores as chances de termos pessoas com quadros graves — explica o epidemiologista.

Combater o contágio é importante, portanto, até se a Ômicron se provar mais branda, o que ainda não aconteceu.

— Alguns estudos bem específicos, realizados em ambiente controlado, o laboratório, sugerem que a Ômicron tem uma capacidade de infecção de brônquios mais elevada do que a capacidade de infecção de pulmão. Isso seria um atenuante, porque diminuiria a probabilidade de desenvolvimento de um quadro de pneumonia e, por consequência, de caso grave e morte. Mas são dados de laboratório, que ainda precisam de verificação na prática — completa Xavier.

Fonte: O Globo

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