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Morre Zeca Borges, coordenador do Disque-Denúncia, no Rio

Morre Zeca Borges, coordenador do Disque-Denúncia, no Rio

03/12/2021 às 09h37 Atualizada em 03/12/2021 às 12h37
Por: Redação
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Zeca Borges, em protesto à possibilidade de fechamento do Disque-Denúncia, em 2016 — Foto: Reprodução/Youtube
Zeca Borges, em protesto à possibilidade de fechamento do Disque-Denúncia, em 2016 — Foto: Reprodução/Youtube

Borges morreu de infarto aos 78 anos, segundo informações da assessoria do programa. Desde 1995, programa ajudou a prender mais de 20 mil criminosos, com mais de 2,7 milhões de denúncias.

Morreu na madrugada desta sexta-feira (3) o criador e coordenador do Disque-Denúncia, Zeca Borges. Ele morreu aos 78 anos após sofrer um infarto, segundo informações da assessoria do Disque-Denúncia. Zeca Borges chegou a ser levado para um hospital na Zona Sul do Rio, mas não resistiu.

O programa, criado em junho de 1995, chegou aos 26 anos em 2021. Até 2020, o serviço ajudou a prender e a autuar 20 mil criminosos.

Com o sucesso da iniciativa, o projeto se expandiu para todos os estados brasileiros, além da Argentina e do Chile.

Quando o Disque-Denúncia completou 26 anos, Borges postou um texto nas redes sociais do programa, elencando os fatos importantes nos quais o Disque-Denúncia ajudou a prender criminosos:

"Mais de 2,7 milhões de denúncias e 218 mil horas de serviço em mais de 9 mil dias de trabalho, ajudaram as polícias a combater o crime no Rio de Janeiro. Ajudamos a autuar a prender mais de 20 mil criminosos. Participamos de apreensões de armas e drogas, atuamos no desmantelamento de quadrilhas de roubos de cargas, auxiliamos na localização de pessoas desaparecidas, lutamos contra os crimes ambientais e até mesmo contra o coronavírus. Em todos esses momentos nós estávamos lá. E sempre estaremos."

Curiosidades:

  • O recorde de denúncias em um só dia foi em 26 de novembro de 2011: 1.136 pessoas procuraram o serviço com informações sobre a situação no Complexo do Alemão, quando as forças policiais ocuparam a região.
  • Naquele mês, o programa recebeu quase 16 mil denúncias que, naquela ocasião, levaram às prisões dos traficantes Coelho e Nem da Rocinha.
  • O primeiro caso que marcou a história do programa foi a descoberta dos paradeiros dos estudantes Marcos Chiesa e Carolina Dias Leite, que haviam sido sequestrados.
  • O traficante My Thor, que atuava na área do Catete, Zona Sul do Rio, também foi preso por intermédio do número 2253-177, em 2000.
  • Em 2002, 109 dias depois do assassinato do jornalista Tim Lopes, a Polícia Civil prendeu, por intermédio do Disque Denúncia, o traficante Elias Maluco — sem disparar um tiro.
  • A recompensa mais alta oferecida e paga até hoje foi de R$ 100 mil, feita pela prisão dos envolvidos na morte do jornalista Décio Sá, no Maranhão.
  • Outro caso foi a prisão dos assassinos do menino João Hélio Fernandes. Quatro homens, entre eles um menor, assaltaram o carro dos pais do menino, na época com 6 anos, e arrastaram a criança por seis quilômetros.

 

Fonte: G1 Rio de Janeiro

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