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'Posso lançar o 5G, mas quem vai usar será a minoria', diz presidente da Vivo. Entenda

'Posso lançar o 5G, mas quem vai usar será a minoria', diz presidente da Vivo. Entenda

09/11/2021 às 08h56 Atualizada em 09/11/2021 às 11h56
Por: Redação
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Foto: Reprodução
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Christian Gebara afirma que poucos aparelhos ativos hoje no país são compatíveis com a nova frequência. Por isso, não é hora de antecipar operação, prevista para 2022

Maior operadora do Brasil, a Vivo vai esperar para lançar o 5G de forma comercial. Em entrevista ao GLOBO, o presidente da tele, Christian Gebara, disse que ainda há poucos celulares no Brasil capazes de rodar no chamado 5G standalone, rede independente da atual 4G que será construída no país.

“Estou mais preocupado em levar o 5G para mais pessoas. O objetivo é fazer o 5G massivo”, diz o executivo. Ele lembra que o certame revelou concorrência no setor, apesar de Vivo, TIM e Claro estarem em processo de compra da Oi.

Já estamos nos preparando para o 5G faz tempo. Tecnicamente, estamos preparados, sim. Além dos equipamentos, nossa rede está pronta para o maior tráfego que vai surgir com o 5G. Mas não é só a parte da Vivo. É uma conjunção de ações.

Estamos preparados do lado da infraestrutura, e acordos com fornecedores estão encaminhados. Agora precisamos poder construir infraestrutura maior em algumas cidades e ter os dispositivos de maneira acessível para maximizar o serviço.

Mas já consegue ter 5G já neste ano?

Já temos 5GDSS em oito capitais. As obrigações de cobertura do leilão que iniciam em julho do ano que vem são de 5G standalone (rede independente da atual 4G). Para isso, precisamos da frequência que acabou de ser leiloada. A de 3,5 GHz requer liberação da faixa (pois é ocupada hoje pela TV aberta).

É difícil antecipar quando isso vai ocorrer. Estamos nos preparando para que, quando isso for possível, tanto em 3,5 GHz como em 2,3 GHz, a gente comece a pilotar o uso. Não temos como concretizar a data, pois a outorga não foi dada ainda.

O senhor falou sobre a rede 5G 'standalone'. Há muitos aparelhos aptos para isso?

Os aparelhos compatíveis com o 5G standalone são uma minoria do portfólio disponível no Brasil. Estamos falando do topo da Samsung e da Apple e um da Motorola que ainda vai ser habilitado. Ou seja, só nos aparelhos mais caros. São muito poucos.

O usuário só vai notar a experiência do 5G nos smartphones quando a fatia desses mercados for maior. Então, não adianta querer se antecipar demais.

Tem que ter uma massa crítica de aparelhos. Eu posso lançar e quem vai usar é a minoria por causa dos aparelhos. Mas não será massivo. Estou mais preocupado em levar o 5G para mais pessoas do país. O objetivo é fazer o 5G massivo.

Se eu quiser ativar o 5G non-standalone (que funciona em conjunto com o 4G), como estou ativando o 5GDSS em capitais, o cliente já vê marcado o 5G, mas não é o standalone que é o que serve para as obrigações da Anatel.

Mas vai poder chamar 5G se for non-standalone?

Ainda vamos ter a discussão se poderemos chamar de 5G o non-standalone. Mas é importante olhar no mundo, pois as outras operadoras estão chamando de 5G o non-standalone.

Qual é a estratégia de lançamento de produtos?

O diferencial do 5G vai vir na internet das coisas. Isso vai ser forte no mundo empresarial. Já estamos avançando em redes privativas como a da Vale. Estamos começando a pensar em modelo de redes para agrobusiness, indústria e varejo.

E espero que em 2022 a gente comece a ter casos mais concretos. Soluções para o consumidor com casa conectada e carros autônomos, talvez isso demore um pouco mais.

Qual balanço da participação da Vivo?

O valor da compra das frequências foi de R$ 1,1 bilhão. Algumas obrigações já estão quantificadas. Participamos de todas as frequências que podíamos participar. Adquirimos blocos em 3,5GHz, que é a principal frequência do 5G e a mais usada mundialmente para essa tecnologia. Em 2,3 GHZ, compramos frequência no Norte, Centro-Oeste, Sudeste e São Paulo.

Não levamos no Sul, pois, se a aprovação da Oi for finalizada de maneira positiva, poderíamos, em algumas pequenas localidades do Sul, chegar ao limite de frequências médias. E quando vimos que os preços estavam subindo muito, preferimos não continuar, pois temos muita frequência na região.

E compramos o que queríamos em 26 GHz, que é a frequência do futuro, e será usada para o tráfego de dados em regiões de concentração de usuários, como estádios de futebol e arenas de show.

Como vê a concorrência maior para a Vivo?

Foi um leilão democrático pois deu oportunidade para todos os operadores ou novos participarem. É saudável que haja concorrência, inclusive é positivo falar disso quando estamos em uma operação de aquisição da Oi. A concorrência está aí.

A quantidade de frequências que foram leiloadas é maior do que toda a frequência disponível hoje no mercado entre as operadoras móveis. Isso mostra que o mercado segue competitivo.

Qual é o desafio para melhorar a legislação das antenas?

É um tema muito relevante para o 5G. É fundamental mudar a legislação para que seja mais propícia à nova realidade, que vai necessitar de mais antenas.

Algumas leis municipais impedem que a gente instale antena em áreas periféricas, onde a digitalização pode ter uma mudança radical na experiência. São exigências como comprovante de posse de terreno.

Algumas leis exigem largura de rua que, em certas comunidades, não há.

Fonte: O Globo

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