A conta de luz seguirá com a taxa extra mais elevada em julho, dentro da bandeira tarifária vermelha patamar 2.
De acordo com a decisão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) desta terça-feira (29), a bandeira vermelha sofrerá um reajuste de 52%. Com isso, a cobrança extra passará de R$ 6,24 para R$ 9,49 a cada 100 kWh consumidos.
E para reduzir o impacto desse aumento, não há segredo: é preciso economizar energia elétrica.
Entre os vilões da conta de luz estão equipamentos que consomem energia para gerar calor, como chuveiro elétrico, secadora de roupas, aquecedor e ferro de passar. Eletrodomésticos tradicionais também aumentam os gastos, principalmente geladeira, micro-ondas, freezer e lavadora de roupas.
Luiz Carlos Pereira, professor de engenharia elétrica da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), afirmou que a interrupção do horário de verão em 2019 não prejudicou o país, uma vez que o maior uso do ar-condicionado mudou a curva de carga de energia do Brasil.
Ou seja, hoje não há mais um período de alto consumo de energia como antes, uma vez a demanda por eletricidade é alta durante quase o dia todo.
O engenheiro pondera, no entanto, que o próprio aumento da conta de luz deve frear o consumo de energia dos brasileiros, uma vez que o orçamento das famílias já está comprometido pela alta inflação do país.
"Estamos utilizando um recurso de emergência. Se quisermos ter uma matriz elétrica renovável, a disponibilidade energética do país vai ter de acompanhar sua capacidade de geração de energia", disse.
Em pronunciamento na TV nesta segunda-feira (28), o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, afirmou que o governo está desenvolvendo um programa voluntário que incentiva as indústrias a deslocarem o consumo dos horários de maior demanda de energia para os horários de menor demanda, sem afetar a sua produção e o crescimento econômico do País.
10 estratégias para economizar energia:
Fonte: G1
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