Domingo, 03 de Maio de 2026
20°C 31°C
Alagoinhas, BA
Publicidade

França e Alemanha buscam saída na ‘guerra fria’ entre China e Estados Unidos

França e Alemanha buscam saída na ‘guerra fria’ entre China e Estados Unidos

06/07/2021 às 10h30 Atualizada em 06/07/2021 às 13h30
Por: Redação
Compartilhe:
Angela Merkel e Emmanuel Macron dão declarações juntos em 18 de junho em Berlim. DPA VÍA EUROPA PRESS / EUROPA PRESS
Angela Merkel e Emmanuel Macron dão declarações juntos em 18 de junho em Berlim. DPA VÍA EUROPA PRESS / EUROPA PRESS

Dirigentes europeus falam de mudança climática e pandemia em um encontro virtual com Xi Jinping.

A França e a Alemanha procuram um caminho europeu na guerra fria entre Washington e Pequim. O presidente francês, Emmanuel Macron, e a chanceler alemã, Angela Merkel, se reuniram na segunda-feira por videoconferência com o chefe de Estado chinês, Xi Jinping, para retomar a cooperação após meses de desencontros.

Os europeus se alinharam nas semanas recentes com as críticas da Administração de Joe Biden aos direitos humanos na China e à suposta agressividade deste país na região Ásia-Pacífico. Era o momento, para os dois motores da União Europeia (UE), não de uma correção —pois Macron e Merkel não se afastaram das posições sobre a China nas cúpulas do G7 e da OTAN em junho—, e sim de marcar um enfoque próprio e distinto do tomado pelos Estados Unidos, mais beligerante à potência asiática.

Foi a terceira reunião por videoconferência entre Merkel e Macron, de um lado, e Xi Jinping do outro, em pouco mais de meio ano. O encontro deveria servir para procurar um terreno comum após semanas de tensões e fixar uma agenda de cooperação sem esquecer as questões que os separam. Em primeiro lugar, as acusações a Pequim, por parte dos EUA e da UE, pelo tratamento à minoria uigur na província chinesa de Xinjiang.

“O presidente da República e a chanceler da República Federal da Alemanha”, afirmou o comunicado do Eliseu, “compartilham as graves preocupações em relação à situação dos direitos humanos na China e lembraram suas exigências sobre a luta contra o trabalho forçado”.

É somente uma frase, e a última, de um texto que retoma as questões em que a cooperação entre as duas partes pode se desenvolver: da mudança climática, em que a China é um sócio imprescindível, aos esforços para restabelecer as conexões aéreas após um ano e meio de pandemia.

Os líderes falaram, segundo a agência de notícias chinesa Xinhua, sobre o que Xi Jinping descreveu como uma “oportunidade”: a iniciativa conhecida como Nova Rota da Seda, uma rede de infraestrutura por via terrestre e marítima com a que Pequim quer se conectar com o restante do mundo. Os pedidos do presidente chinês para aproveitar essa iniciativa vieram poucas semanas depois de o G7 —do qual a China não participa— acertar desenvolver uma alternativa ao projeto regida por princípios democráticos.

 

Fonte: El País | Internacional

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Alagoinhas, BA
30°
Tempo nublado

Mín. 20° Máx. 31°

30° Sensação
3.72km/h Vento
39% Umidade
0% (0mm) Chance de chuva
05h40 Nascer do sol
17h20 Pôr do sol
Seg 26° 20°
Ter 28° 20°
Qua 26° 20°
Qui 28° 20°
Sex 30° 20°
Atualizado às 12h01
Economia
Dólar
R$ 4,96 +0,00%
Euro
R$ 5,81 +0,00%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 413,443,67 +0,90%
Ibovespa
187,317,64 pts 1.39%
Lenium - Criar site de notícias