
A taxa Selic subiu de 2% ao ano em março para 3,5% em maio. Mas o aperto monetário ainda não se refletiu no aumento do custo de crédito nas linhas mais demandadas pelos brasileiros como pessoa física. É o que revelou o Banco Central com os dados de crédito em maio.
No financiamento habitacional, as taxas médias de mercado ficaram em 7,6% em maio, abaixo do patamar de 7,8% no fim de 2020; já as taxas reguladas, como as que contam com recursos da poupança, se mantiveram no menor patamar da série histórica, em 6,6% ao ano.
Quem ganha e quem perde - Analistas de bancos e corretoras passaram os últimos dias fazendo contas e calculando os impactos das novas regras apresentadas pelo governo na reforma tributária. É uma discussão ainda preliminar que vai passar pelo Congresso e pode nem vingar, mas com implicações profundas em ganhos das empresas e, consequentemente, sobre as ações.
As principais medidas que afetam a bolsa são a redução da alíquota do Imposto de Renda sobre o lucro de empresas, o fim do Juro sobre Capital Próprio (JCP) e a tributação de dividendos em 20%.
Ações de empresas que hoje distribuem volume elevado de recursos por meio de juros sobre capital próprio (JCP), como bancos, teles e a Ambev, seriam as mais prejudicadas com as novas regras. No caso da gigante de bebidas, o impacto no lucro em 2023 chegaria a 15%.
Na outra ponta, ações de companhias que não recorrem ao JCP teriam aumento nos lucros com a menor alíquota do Imposto de Renda: de 6% a 8% para aquelas nos setores de infraestrutura, óleo & gás, aluguel de automóveis e aluguel de automóveis, entre outros.
Fonte: Revista Exame
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