
O setor de serviços avançou 0,7% em abril, na comparação com março, segundo dados divulgados nesta sexta-feira pelo IBGE. O resultado é reflexo do afrouxamento das restrições à circulação, após medidas mais duras no mês anterior.
Analistas ouvidos pela Reuters projetavam alta de 0,6% no mês e 18,2% no ano.
Considerado motor do PIB brasileiro, o setor de serviços veio perdendo fôlego desde dezembro e interrompeu nove meses seguidos de taxas positivas em março, quando caiu 4%.
O resultado de hoje indica que o setor está retomando a sua trajetória de recuperação, mas em passos lentos. Os serviços aindam permanecem 1,5% abaixo do patamar de fevereiro do ano passado, período pré-pandemia.
Das cinco atividades pesquisadas, apenas duas apresentaram alta. Os serviços de informação e comunicação subiram 2,5%, impulsionado pelos segmentos de tecnologia da informação e telecomunicações. Já os serviços prestados às famílias cresceram 9,3%, liderados pelos restaurantes.
O gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo, ressalta que o resultado dos serviços prestados às famílias deve ser relativizado. Isso porque em março o segmento caiu 28%, período em que os decretos estaduais e municipais restringiram o funcionamento de algumas atividades para conter a disseminação do vírus.
— Isso fez o consumo reduzir significativamente naquele mês, então em abril houve um crescimento maior por conta da base de comparação muito baixa — analisa Lobo.
Economistas avaliam que o afrouxamento das medidas de isolamento social, na esteira de avanços da vacinação contra a Covid-19, tende a colocar o setor de serviços em trajetória de retomada sem novos tropeços.
Índice de Confiança de Serviços, medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), cresceu 6,4 pontos na passagem de abril para maio, chegando a 88,1 pontos. Foi o maior patamar registrado pela pesquisa desde o período pré-pandemia, em fevereiro do ano passado.
“A expectativa é que a expansão do programa de vacinação atingindo uma parcela maior da população contribua para a continuidade da recuperação no setor bastante afetado durante todo o período da pandemia”, disse Rodolpho Tobler, economista da FGV.
Fonte: O Globo
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