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CPI Covid - convocada secretaria do MS que só levou 10 dias no cargo

CPI Covid - convocada secretaria do MS que só levou 10 dias no cargo

02/06/2021 às 10h41 Atualizada em 02/06/2021 às 13h41
Por: Redação
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Médica Luana Araújo ficou apenas 10 dias no cargo de secretária de enfrentamento à Covid-19 do Ministério da Saúde (Twitter/Reprodução)
Médica Luana Araújo ficou apenas 10 dias no cargo de secretária de enfrentamento à Covid-19 do Ministério da Saúde (Twitter/Reprodução)

Crítica da cloroquina como tratamento da covid-19, Luana Araújo teve a nomeação cancelada 10 dias depois de ter sido indicada pelo ministro Marcelo Queiroga.

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid faz neste momento a última reunião da semana. O colegiado resolveu mudar o cronograma e convocar a médica Luana Araújo, ex-secretária de enfrentamento à covid-19 do Ministério da Saúde, em vez dos especialistas em saúde previstos anteriormente.

Indicada ao cargo pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, em 12 de maio, Luana teve a nomeação cancelada 10 dias depois. Como o motivo não ficou claro no comunicado divulgado pelo ministério, a CPI quer saber se tem a ver com o fato de as opiniões da ex-secretária serem bem diferentes das defendidas pelo presidente Jair Bolsonaro.

A divergência mais evidente é que Luana é abertamente contrária ao uso de cloroquina para tratamento da covid-19, medicamento que não tem eficácia comprovada contra a doença. Em um blog pessoal, a médica fala sobre os efeitos colaterais do uso e aponta a ineficácia do "tratamento precoce" com o remédio.

O senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator da CPI, afirmou nesta terça-feira, 1º, que o depoimento de Luana será "muito importante". Queiroga, segundo ele, chegou a anunciar a nomeação dela como "uma mudança de paradigma do ministério em relação ao governo", mas o efeito foi o contrário. "Ela foi nomeada, e a circunstância parece que piorou", disse.

Luana será ouvida antes da reconvocação de Queiroga, que já prestou depoimento à CPI em 6 de maio. O ministro voltará à comissão, mas ainda não foi definida a data. Com a presença da médica antes dele, os senadores acreditam que poderão apresentar ao ministro o motivo alegado por ela de ter deixado o cargo e, assim, evitar respostas vagas sobre o assunto.

Nesta terça-feira, 1º, o colegiado ouviu a médica Nise Yamaguchi. No depoimento, ela disse que não participou do suposto "gabinete paralelo" do presidente Jair Bolsonaro sobre a covid-19 e negou que tenha defendido a mudança na bula da cloroquina, para incluir recomendação para tratamento contra covid-19.

A CPI da Covid foi instalada em 27 de abril, com o objetivo de investigar ações e possíveis omissões do governo federal na pandemia de covid-19. Veja quem foi ouvido até agora:

  • Luiz Henrique Mandetta, ex-ministro da Saúde
  • Nelson Teich, ex-ministro da Saúde
  • Marcelo Queiroga, atual ministro da Saúde
  • Antônio Barra Torres, presidente da Anvisa
  • Fabio Wajngarten, ex-secretário de Comunicação do governo federal
  • Carlos Murillo, ex-presidente da Pfizer no Brasil
  • Ernesto Araújo, ex-ministro das Relações Exteriores 
  • Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde
  • Mayra Pinheiro, secretária do Ministério da Saúde
  • Dimas Covas, diretor do Instituto Butantã
  • Nise Yamaguchi, médica defensora da cloroquina

Fonte: Revista Exame

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