Parecer foi apresentado pelo deputado federal Alexandre Leite. Flordelis alega inocência e diz que não planejou assassinato do marido.
O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados vota, nesta terça-feira (1º/6), parecer sobre a cassação da deputada federal Flordelis dos Santos (PSD-RJ), denunciada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) como mandante do assassinato do marido, o pastor Anderson do Carmo, em junho de 2019.
O parecer foi apresentado pelo deputado federal Alexandre Leite (DEM-SP) na última quinta-feira (28/5). O conteúdo, no entanto, ainda está lacrado e será aberto apenas na sessão de hoje.
O parecer do relator, que sugere a aplicação ou não de penalidade, será discutido e votado pelos demais membros do Conselho. É necessário a maioria simples (ou seja, 11 votos) para dar prosseguimento ao processo de cassação.
Se o processo de cassação for aprovado, Flordelis ainda poderá recorrer ao Conselho de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados (CCJC). Por fim, as decisões do Conselho de Ética seguem para votação aberta em plenário, onde também é preciso voto favorável da maioria simples (neste caso, 257).
A deputada afirma que existe erro na conclusão das investigações e alega que não pode ser julgada antes que todo o processo seja concluído. Flordelis é ré na 3ª Vara Criminal de Niterói, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Hoje, o processo está em fase de apreciação dos recursos interpostos pelas defesas dos acusados.
Em 4 de maio, a juíza Nearis dos Santos Arce proferiu sentença pronunciando 10 dos 11 acusados – entre eles, Flordelis.
A assessoria de imprensa da deputada informou, ao Metrópoles, que Flordelis está confiante em relação à decisão que o Conselho de Ética tomará nesta terça-feira. Em oitiva realizada no último dia 13 de maio, a deputada disse ser “horrível e terrível esse rótulo de assassina”.
“Nesse processo, já há réus confessos, mas, mesmo com esses réus confessos, eu continuo com o carimbo de assassina, eu continuo sendo chamada de assassina. E eu pergunto: por que esse carimbo de assassina?”, disse. “Eu virei pária para o governo, para a direita, para a esquerda, seja lá quem for desta Casa que quer surfar nos louros da mídia, que clama pelo meu sangue. Eu ainda não fui julgada.”
Em entrevista exclusiva ao Metrópoles, Flordelis alegou ter sido afastada do PSD “pois estávamos em um ano político e, infelizmente, a minha história estava prejudicando outros candidatos do meu partido”.
“Mas eu nunca perdi o apoio do meu partido, isso é uma mentira. O meu líder, André de Paula, sempre foi meu amigo, quando voltei ao parlamento, fui abraçada pelos meus amigos do PSD. Houve apenas um afastamento. E se eu vier, não sei se será pelo PSD, mas entendo, posso não aceitar, mas entendo o meu afastamento”, disse.
Fonte: Metrópoles
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