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Documentos mostram que o Brasil reduziu as doses de vacina à metade

Documentos mostram que o Brasil reduziu as doses de vacina à metade

26/05/2021 às 09h00 Atualizada em 26/05/2021 às 12h00
Por: Redação
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Documentos enviados pelo Ministério das Relações Exteriores à CPI da Covid mostram que o Brasil reduziu à metade a quantidade de doses de vacinas a serem recebidas por meio da Covax Facility.

A Covax é uma aliança global formada por mais de 150 países, liderada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e criada para impulsionar o desenvolvimento e a distribuição de vacinas contra a Covid.

Segundo os documentos enviados pelo Itamaraty à CPI, o governo optou em agosto por doses para imunizar 20% da população. No entanto, em setembro, reduziu para 10%.

O Covax permitia a compra pelos países de vacinas para até 50% de suas populações. A cota escolhida pelo Brasil, de 10%, era a mínima oferecida pelo consórcio.

De acordo com o consórcio de veículos de imprensa, com base em dados das secretarias estaduais de Saúde, 20% da população brasileira tomou primeira dose da vacina até as 20h18 desta segunda-feira; 9,8% da população tomou a segunda dose.

Os documentos - Segundo os documentos enviados pelo Itamaraty à CPI da Covid, aos quais a TV Globo teve acesso, em 31 de agosto do ano passado, o ministério afirmou: “O governo brasileiro deverá optar pela opção do ‘Optional Purchase’, com cobertura de 20% da população.”

O documento, escrito em inglês, afirmava o que Brasil faria um Modelo de Compra Opcional, em que poderia optar pela vacina que gostaria de receber, mantendo a capacidade de receber a cota total de doses. “Queremos obter, por meio do mecanismo, opções suficientes para cobrir 20% de nossa população”, dizia o documento. (…)

CPI da Covid - Uma das linhas de investigação da CPI da Covid é o atraso nas negociações por vacinas. Segundo a Pfizer, por exemplo, o governo brasileiro ignorou ao menos cinco ofertas de imunizantes.

Em depoimento à CPI, o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello afirmou que o Brasil optou por comprar a quantidade mínima de doses da Covax porque, na opinião dele, o contrato apresentava “riscos”. (…)

 

Fonte: G1

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