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Após repercussão negativa, o comando do Exército decide abrir apuração disciplinar sobre a presença de Pazuello no palanque de Bolsonaro

Após repercussão negativa, o comando do Exército decide abrir apuração disciplinar sobre a presença de Pazuello no palanque de Bolsonaro

25/05/2021 às 09h43 Atualizada em 25/05/2021 às 12h43
Por: Redação
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Eduardo Pazuello em ato pró-Bolsonaro no Rio de Janeiro: estatudo militar proibe oficiais da ativa de participar de manifestações políticas | ANDRE BORGES / AFP
Eduardo Pazuello em ato pró-Bolsonaro no Rio de Janeiro: estatudo militar proibe oficiais da ativa de participar de manifestações políticas | ANDRE BORGES / AFP

Depois de ter se reunido pela manhã com o  ministro da Defesa, general Walter Braga Netto, o comandante do Exército, Paulo Sergio Nogueira de Oliveira, decidiu abrir um procedimento formal para apurar se o general de divisão e ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello transgrediu os regulamentos militares ao participar de um ato pró- Bolsonaro no último domingo, no Rio de Janeiro.

Pazuello não só compareceu à manifestação, como subiu ao palanque sem máscara e acenou para os seguidores do presidente. Bolsonaro discursou para os manifestantes depois de uma motociata que provocou aglomeração no centro do Rio.

Como oficiais da ativa são proibidos pelo Estatuto dos Militares e pelo Regulamento Disciplinar do Exército de participar de manifestações políticas coletivas, imediatamente instalou-se um clima mal-estar e preocupação no Alto Comando do Exército. Isso porque, à luz do regulamento, não há dúvidas de que Pazuello deveria ser punido. Mas temia-se uma crise com o presidente da República, que poderia até revogar a punição.

Na conversa entre o comandante do Exército e o ministério da Defesa, ficou decidido que Pazuello terá um prazo para apresentar razões de defesa, que deve ser de alguns dias. Depois disso, o comandante vai tomar uma decisão.

Embora seja prevista nos regulamentos, a instauração de uma apuração formal dá alguns dias aos militares para reduzir o nível de tensão em torno do episódio.

Nas Forças Armadas, a proibição de que oficiais da ativa participem de manifestações políticas é levada tão a sério que não há registros recentes de punições para oficiais que a tenham desobedecido.

O último a sofrer algum tipo de punição foi hoje vice-presidente, Hamilton Mourão, que em 2015 convocou militares para um "despertar patriótico" em uma palestra. Na ocasião, ele disse que "a mera substituição da PR (referindo-se à presidente da República) não trará mudança significativa no 'status quo'".

Depois disso, o general foi transferido do Comando Militar do Sul para Secretaria de Economia e Finanças do Exército, em que não comandava tropas.

Nesta segunda-feira, o próprio Mourão declarou que Pazuello admitiu aos comandantes do Exército que errou ao ter participado da manifestação. Mourão afirmou ainda que Pazuello deveria passar para a reserva antes de ser punido.

Quem também condenou a atitude de Pazuello foi o ex-ministro e general Carlos Alberto dos Santos Cruz. Ele escreveu no Twitter que “o presidente e um militar da ativa mergulharem o Exército na política é irresponsável e perigoso”.

Fonte: O Globo

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