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CPI da Covid: Depoimentos de integrantes do governo são marcados por informações falsas ou imprecisas

CPI da Covid: Depoimentos de integrantes do governo são marcados por informações falsas ou imprecisas

22/05/2021 às 11h25 Atualizada em 22/05/2021 às 14h25
Por: Redação
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Fabio Wajngarten, Eduardo Pazuello e Ernesto Araújo prestaram depoimento na CPI da Covid Foto: Arquivo O GLOBO
Fabio Wajngarten, Eduardo Pazuello e Ernesto Araújo prestaram depoimento na CPI da Covid Foto: Arquivo O GLOBO

Relator da comissão, Renan Calheiros, chegou a fazer lista de 15 mentiras.

Convocados a prestar esclarecimentos na CPI da Covid sobre a condução do governo federal no combate à pandemia, ex-ministros do governo Jair Bolsonaro, o atual chefe do Ministério da Saúde, além de um ex-secretário do primeiro escalão tiveram depoimentos marcados por informações imprecisas, exageradas e dados falsos.

Apesar do compromisso com os senadores de falar a verdade, aliados do presidente, como Ernesto Araújo e Fabio Wajngarten, irritaram os integrantes da comissão com respostas evasivas e, muitas vezes, contraditórias. No caso do ex-ministro Eduardo Pazuello, senadores da comissão avaliam que ele se escudou no habeas corpus deferido pelo STF para mentir deliberadamente.

Um dos casos mais evidentes de incômodo dos parlamentares foi protagonizado Wajngarten, ex-chefe da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência. Ele foi desmentido durante a sessão na CPI por áudios de uma entrevista que concedeu à revista “Veja”, na qual ele diz que o Ministério da Saúde foi incompetente em negociação de vacina contra a Covid-19. Já na comissão, Wajngarten garantiu que não havia dito a palavra “incompetente”.

Memória fraca - Em outro momento da arguição, ele afirmou não se lembrar da autoria da campanha “O Brasil não pode parar”, criada contra medidas de isolamento social e pela retomada da economia durante a pandemia. O ex- Secom disse se tratar de uma peça de testes; no entanto, ela foi divulgada na página oficial da Secretaria de Comunicação.

Wajngarten chegou a ter o pedido de prisão formalizado pelo relator Renan Calheiros (MDB-AL) por mentir à CPI. O presidente da comissão, Omar Aziz (PSD-AM), optou por não prendê-lo em flagrante, mas deve encaminhar o caso ao Ministério Público.

A pressão sobre Wajngarten fez com que o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello tomasse medidas preventivas. Ele entrou com um habeas corpus no Supremo para ter o direito de permanecer em silêncio, mas no depoimento, optou por responder aos senadores: foi acusado por Renan de mentir, pelo menos 15 vezes.

Renan diz que Pazuello mentiu ao afirmar que o presidente Bolsonaro nunca lhe deu ordens diretas; que o aplicativo TrateCov nunca havia entrado no ar; que a decisão do STF que definiu a competência concorrente da União, estados e municípios limitou a atuação do governo federal e que era necessária a autorização do Congresso para a compra de vacina.

O ex-chanceler Ernesto Araújo insistiu que nunca dera declarações contra a China, apesar de usar o Twitter por diversas vezes para criticar o país asiático.

 

Fonte: Jornal O Globo

 

 

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