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Após forte e longo lockdown, a França ensaia reabertura de atividades não essenciais

Após forte e longo lockdown, a França ensaia reabertura de atividades não essenciais

19/05/2021 às 09h57 Atualizada em 19/05/2021 às 12h57
Por: Redação
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Mulher em Paris: reabertura de parte das atividades na França nesta quarta-feira, 18 (Pascal Le Segretain/Getty Images)
Mulher em Paris: reabertura de parte das atividades na França nesta quarta-feira, 18 (Pascal Le Segretain/Getty Images)

Após um começo truncado, a União Europeia avançou em sua vacinação e uma série de países começa a sair do lockdown iniciado em abril. A França reabre boa parte da economia a partir de hoje.

França dá nesta quarta-feira, 18, um dos principais passos rumo à reabertura da economia após o mais recente lockdown, à medida em que uma série de países começa a reabrir mais amplamente as atividades na Europa.

Após um fechamento quase completo desde o começo de abril, a maioria das atividades não essenciais na França pode reabrir a partir de hoje, como museus, teatros, cinemas e restaurantes, embora somente para refeições no ambiente externo. O toque de recolher ainda ficará em vigor, mas será ampliado das 19h para 21h.

A reabertura vinha sendo anunciada nas últimas semanas em uma campanha do governo francês e nas redes sociais do presidente Emmanuel Macron.

No Instagram, Macron também vem propagandeando a data de 30 de junho, quando planeja que toda a economia seja reaberta.

Por enquanto, atividades como academias e atendimento em área interna de cafés e restaurantes seguirão proibidas até uma próxima data de flexibilização, em 19 de junho. O toque de recolher também será ampliado para 23h nessa data, até que seja totalmente removido no fim de junho.

Como na França, junho tem sido visto como o "mês da retomada total" na Europa, e consta no plano dos principais países do continente como data para derrubar todas as restrições. Até lá, uma série de outros países europeus têm reaberto progressivamente nas últimas semanas, autorizando comércios, partidas de futebol e até incluindo em seus planos datas para a realização de shows.

Os principais países europeus passaram por diversas fases recentes de uma quarentena total, o chamado lockdown, ao menos desde o fim do ano passado, após a variante britânica do coronavírus (a B.117) fazer o número de casos aumentar.

Desde a última leva de fechamentos, em abril, a vacinação avançou, e as quarentenas surtiram o efeito esperado na redução de casos de covid-19.

O número de mortes diárias nos países da União Europeia passou de mais de 2.800 vítimas por dia no começo de abril para menos de 1.300 no momento, uma queda de mais de 50%. Em vários dias da última semana, os países do bloco, somados, tiveram menos de 1.000 mortes, diante de uma população de mais de 440 milhões de pessoas.

A UE também chegou a 32% da população vacinada com ao menos a primeira dose e 13% de vacinados completamente. A França tem métrica parecida, em meio à vacinação em conjunto dos países-membros. (O Brasil tem 19% da população vacinada com uma dose e 9% com a segunda, de acordo com o consórcio de imprensa.)

Apesar do avanço, o bloco ficou atrás do Reino Unido, que deixou a UE no ano passado após o Brexit e onde 54% da população tomou a primeira dose e 30% tomou também a segunda. A liderança britânica levou também a embates dos europeus com a anglo-sueca AstraZeneca, que atrasou a entrega de doses para a UE.

Além da AstraZeneca, os europeus têm usado as vacinas das americanas Moderna, Pfizer (com a alemã BioNTech) e Johnson & Johnson, com um total de cerca de 200 milhões de doses aplicadas.

Apesar da queda nas mortes, outras variantes surgidas no mundo, como a indiana e a brasileira, já preocupam os governantes também na Europa. A Organização Mundial da Saúde aponta para o risco de uma "terceira onda", sobretudo nos lugares onde a vacinação não avançar.

Enquanto isso, a reabertura europeia acontece às vésperas do verão no Hemisfério Norte, essencial para a economia de países no sul europeu, como Itália, Portugal, Espanha, Grécia e a própria França. A esperança é que a queda nos contágios por Covid-19 seja duradoura desta vez.

 

Fonte: Revista Exame

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