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Caso Lorenza: corpo chegou ao IML praticamente sem sangue, diz MP

Caso Lorenza: corpo chegou ao IML praticamente sem sangue, diz MP

17/05/2021 às 09h58 Atualizada em 17/05/2021 às 12h58
Por: Redação
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Foto: Reprodução
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Segundo os investigadores, o promotor premeditou a morte da mulher e depois tentou cremar o corpo para desaparecer com as provas.

O Ministério Público (MP) denunciou o promotor André Luís Garcia de Pinho pelo homicídio da mulher dele, Lorenza Maria Silva de Pinho. O pai dela acusa Garcia de Pinho de afastar a mulher de parentes e amigos. O Fantástico teve acesso exclusivo às provas apresentadas pelo Ministério Público na denúncia contra o promotor. Ele está preso em Minas Gerais, acusado de dopar e matar Lorenza. O que intriga a polícia é por que o corpo da vítima chegou ao IML praticamente sem sangue.

Segundo os investigadores, o promotor premeditou a morte da mulher e depois tentou cremar o corpo para desaparecer com as provas. No fim da tarde do dia primeiro de abril, as imagens de câmeras de segurança do prédio de André e Lorenza mostram o promotor saindo com compras de supermercado. Entre elas, duas garrafas de cachaça, o que chamou atenção da polícia, porque as testemunhas garantem que nenhum dos dois tinha o hábito de beber.

No dia seguinte, às 6:17, o promotor aparece no corredor do prédio, falando ao telefone. É a hora em que ele liga para um hospital particular, para chamar uma ambulância. Às 6h35, o médico Itamar Tadeu Gonçalves Cardoso, que de acordo com a investigação já conhecia Lorenza de outros atendimentos, entra no apartamento. Uma hora depois, ele e uma enfermeira vão embora. Lorenza já morta. A declaração de óbito indica como causa da morte 'pneumonite', um engasgo, por alimento ou vômito. E 'autointoxicação por exposição intencional a outras drogas'.

O corpo de Lorenza chegou ao IML com muito pouco sangue, dificultando os exames necessários para a investigação da causa de morte. A polícia não tem explicação para essa ausência de sangue, ainda mais porque não havia cortes ou perfurações visíveis nas artérias. Qualquer manipulação durante as horas em que o corpo ficou na funerária também foi descartada pela investigação.

Fonte: G1

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