Após a orientação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de suspensão da vacinação de grávidas com a vacina da Oxford/AstraZneca, em decorrência da morte de uma gestante inoculada com o imunizante, o Ministério da Saúde comunicou nesta terça-feira (11) que a imunização de grávidas e de puérperas no Brasil será restrita somente às mulheres com comorbidades (doenças pré-existentes).
A vacinação de gestantes e puérperas com comorbidades, porém, deve ser feita apenas com a CoronaVac e a vacina da Pfizer.
A determinação é válida até que se conclua a investigação sobre a morte relatada, avaliando se o óbito teve ligação, ou não, com o imunizante.
"Esse caso está em fechamento, faltam alguns detalhes em relação a exames laboratoriais que estão em investigação para o fechamento conclusivo deste caso", disse a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações, Franciele Francinato.
“De forma alguma nós gostaríamos que se tivesse a ideia de que essa vacina causa problemas em mulheres grávidas. Não é assim. Esta vacina pode ter casos de trombose, são casos raríssimos, ocorrem em mulheres em idade fértil e que varia de 1 para 100 mil ou 1 para 500 mil pessoas vacinadas”, alertou o chefe do laboratório de imunologia do Incor e consultor do Programa Nacional de Vacinação, Jorge Kalil, sobre a segurança das vacinas.
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