Quarta, 25 de Fevereiro de 2026
21°C 30°C
Alagoinhas, BA
Publicidade

UBER - ações trabalhistas levam investidores a duvidar do futuro da plataforma

UBER - ações trabalhistas levam investidores a duvidar do futuro da plataforma

10/05/2021 às 10h43 Atualizada em 10/05/2021 às 13h43
Por: Redação
Compartilhe:

Nos Estados Unidos, governo Biden pode exigir direitos trabalhistas para os motoristas, o que pode mudar - e muito - o panorama financeiro da Uber.

O encontro anual de acionistas da Uber acontece nesta segunda-feira, cinco dias após a divulgação dos dados financeiros do primeiro trimestre.

Como mostram os números, o impacto de novas decisões judiciais sobre questões trabalhistas é forte, o que tem desanimado os donos de ações sobre a perspectiva de futuro que a companhia tem.

Dados do primeiro trimestre mostraram que a receita da companhia teria sido 600 milhões de dólares maior se as condições trabalhistas não tivessem mudado. Isso fez com que na comparação anual a receita do Uber caísse - 11%.

Nas últimas semanas, as ações da companhia despencaram de cerca de 60 para 47 dólares, arrastando para baixo seu valor de mercado.

No Reino Unido, a justiça determinou em março que os motoristas da Uber fossem classificados como "workers", opção que não traz a formalização total, mas é considerada um avanço pelos trabalhadores. Com isso, eles agora tem direito a férias salariais e pensões.

Esta lei britânica que obrigou a empresa a formalizar seus motoristas e as intenções do Departamento de Trabalho do governo Joe Biden de olhar com mais atenção para essa questão tem feito o mercado se preocupar sobre a viabilidade do negócio da empresa.

Já nos Estados Unidos, o secretário do Departamento do Trabalho do país, Marty Walsh, disse que há casos em que trabalhadores desse tipo de serviço precisam ser tratados como empregados contratados.

O comentário foi feito à agência de notícias Reuters e, no dia, fez as ações da companhia caírem.

A preocupação dos acionistas é com um cenário em que o judiciário de país atrás de país decida que a empresa precisa arcar com custos trabalhistas e pagamento de benefícios dos cinco milhões de motoristas e entregadores no mundo.

O posicionamento do secretário foi tomado pelos investidores, nos Estados Unidos, como uma “ameaça” ao modelo de negócio atual da companhia.

À Reuters, Marty Walsh disse que as companhias que trabalham com profissionais liberais fazem bons lucros e receita, e que não iria criticar isso porque “é assim que a América funciona”, mas ele "quer ter certeza de que esse sucesso está chegando até os trabalhadores".

De acordo com a agência de notícias, o secretário deve se encontrar com as companhias de viagens, como a Uber e a Lyft, nos próximos meses.

No estado da Califórnia, os motoristas da Uber já têm algum diferencial, graças à "Califórnia Proposition 22". Para tentar evitar algum movimento local que pedissem que os trabalhadores fossem formalizados, a empresa apoiou uma legislação que estabelece que, por lá, devem ser oferecidos seguro-saúde e outros benefícios aos funcionários. O formato é uma espécie de meio-termo e garante menos custos à empresa.

E a Uber no Brasil? - No Brasil, qualquer mudança na forma atual de relação entre motoristas e a empresa não deve acontecer. A tendência é de que a Justiça continue a entender que não há vínculo de trabalho entre as duas partes por aqui.

Em fevereiro, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) decidiu pela terceira vez que não há relação trabalhista no serviço oferecido pela empresa e a decisão da Justiça britânica — decidida semanas antes — não deve mudar o cenário.

Na visão do ministro Guilherme Caputo, decisões judiciais de outros países, como o Reino Unido, não devem influenciar o Judiciário brasileiro, devido à diferença dos sistemas jurídicos.

O entendimento de fevereiro do TST já havia sido adotado em outros dois julgamentos em 2020, em setembro e em fevereiro, e também pelo Superior Tribunal de Justiça em julgamento de 2019.

Para haver vínculo de trabalho, é preciso existir prestação não eventual de serviços, remunerada, com pessoalidade e subordinação. No entendimento da Justiça, não é isso que ocorre.

 

Fonte: Revista Exame

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Alagoinhas, BA
27°
Chuvas esparsas

Mín. 21° Máx. 30°

29° Sensação
2.63km/h Vento
73% Umidade
100% (36.75mm) Chance de chuva
05h35 Nascer do sol
17h58 Pôr do sol
Qui 28° 21°
Sex 30° 23°
Sáb 26° 21°
Dom 32° 21°
Seg 32° 21°
Atualizado às 16h01
Economia
Dólar
R$ 5,12 -0,60%
Euro
R$ 6,05 -0,30%
Peso Argentino
R$ 0,00 -2,86%
Bitcoin
R$ 375,068,60 +7,83%
Ibovespa
190,725,38 pts -0.4%
Lenium - Criar site de notícias