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Haddad prega boicote às marcas que apoiam o Bolsonaro

Haddad prega boicote às marcas que apoiam o Bolsonaro

04/05/2021 às 14h35 Atualizada em 04/05/2021 às 17h35
Por: Redação
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"No Brasil, é obrigatório prestar atenção e se afastar das marcas que tentam normalizar Bolsonaro", afirmou o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad.

O ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad pregou um boicote de empresas que apoiaram Jair Bolsonaro na última eleição presidencial. O ex-presidenciável destacou a política genocida do governo federal que já levou mais de 400 mil vidas em decorrência da Covid-19. Bolsonaro é alvo de mais de cem pedidos de impeachment protocolados junto ao Congresso Nacional.

"A Volkswagen até hoje paga o preço de ter dado suporte ao nazismo. Hoje, no Brasil, é obrigatório prestar atenção e se afastar das marcas que tentam normalizar Bolsonaro. Não se senta à mesa com quem promove a morte", escreveu Haddad no Twitter.

Em março, a Volkswagen suspendeu as atividades relacionadas à produção de todas as unidades nos estados de São Paulo e Paraná, por causa do agravamento da pandemia no Brasil.

Outras fabricantes como Renault, Mercedes-Ben e Nissan também haviam anunciado a paralisação de atividades.

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) apontou em levantamento que 29 das 58 fábricas de veículos instaladas no país estão paradas.

Estatísticas - Na plataforma Worldometers, que disponibiliza estatísticas globais sobre a pandemia, o País contabilizou, até esta segunda-feira (3), 407 mil mortes por Covid-19, a segunda maior quantidade do mundo, atrás dos Estados Unidos (591 mil).

Autoridades brasileiras registram 14,7 milhões de infectados, o terceiro maior número de infectados, atrás de Índia (20,0 milhões) e EUA (33,1 milhões).

O Brasil demorou 149 dias para chegar as 100 mil mortes por Covid-19 e 152 dias para sair dos 100 mil para os 200 mil óbitos, de acordo com o portal G1. Em apenas 76 dias o País chegou a 300 mil e, depois, em 36 dias atingiu a marca dos 400 mil.

CPI da Covid - Membros da CPI da Covid no Senado irão ouvir nesta terça-feira (4) os ex-ministros da Saúde Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich. No dia seguinte será a vez do general Eduardo Pazuello, que ficou à frente da pasta por dez meses. Na quinta-feira (6) serão ouvidos o atual ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e o presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antônio Barra Torres.

No começo deste mês, o senador Jorge Kajuru (GO) divulgou uma gravação em que Bolsonaro revelou a intenção de mudar os rumos da CPI, com o objetivo de perseguir governadores e prefeitos, além de pedir impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal.

Dos 11 senadores titulares da CPI, somente quatro são aliados do governo.

 

Fonte: Brasil 247

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