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Por que o Magalu comprou uma startup de apenas 40 funcionários?

Por que o Magalu comprou uma startup de apenas 40 funcionários?

14/04/2021 às 10h09 Atualizada em 14/04/2021 às 13h09
Por: Redação
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Magazine Luiza: empresa comprou a SmartHint para avançar na digitalização de sua loja e do varejo nacional (Magalu/Divulgação)
Magazine Luiza: empresa comprou a SmartHint para avançar na digitalização de sua loja e do varejo nacional (Magalu/Divulgação)

Em uma série de aquisições, o Magazine Luiza comprou a SmartHint, startup de tecnologia para o varejo que usa recursos de inteligência artificial para ajudar consumidores a encontrarem o que precisam.

SmartHint é uma empresa de tecnologia que foi criada em fevereiro de 2017, por Rodrigo Schiavini e Marlon Korzune. -- mas este não foi o primeiro empreendimento de Schiavini. Ele também foi um dos cofundadores da FBITS, uma empresa de tecnologia de varejo que foi comprada pela Tray Commerce, posteriormente comprada pela Locaweb. Recentemente, a SmartHint também seguiu um caminho similar. Foi comprada pelo Magazine Luiza, gigante do varejo que quer reforçar a estratégia de tornar-se um SuperApp. Com apenas 40 funcionários, essa empresa contibuiu para um impacto significativo: o salto de 8% das ações do Magalu na bolsa.

A SmartHint é especializada em um campo específico: facilitar pesquisas dentro de serviços digitais e fazer recomendações de produtos. Na prática, a tecnologia da SmartHint funciona como um motor de buscas parecido com o Google, mas aplicado ao ambiente virtual restrito de uma loja online. Você pode pesquisar termos escritos corretamente ou com algum erro de digitação e, mesmo assim, verá o resultado que procurava. Enquanto você digita, a busca já é realizada e é refinada conforme a palavra é completada. Quem não quiser digitar nada tem a opção de ditar a busca, o que é útil quando não se sabe escrever o nome de um produto.

Já o algoritmo de recomendação da SmartHint considera o estoque disponível e dados sobre navegação e vendas para exibir produtos relacionados para a compra. Além disso, a empresa também identifica imagens utilizando visão computacional, tanto para converter texto em imagem quanto imagem em texto. As três funções oferecidas pela startup se baseiam em inteligência artificial, abrangendo as áreas de processamento de linguagem natural (voz e texto), análise de dados com machine learning e visão computacional.

Em entrevista para a EXAME, Rodrigo Schiavini, CEO da SmartHint, conta que as conversas para a aquisição pelo Magazine Luiza começaram no ano passado, inicialmente como uma contratação do serviço. Ou seja, o Magalu seria um novo cliente entre os cerca de 1.100 que a startup tem atualmente. Depois de uma proposta e demonstrações de interesse na compra da SmartHint, a conversa com o Magalu culminou na aquisição total da startup.

“A empresa seguirá independente, com equipe, sede e atuação. Isso é raro. Seremos potencializados pelo LuizaLabs [laboratório de Tecnologia e Inovação do Magazine Luiza] para sermos melhores para o conjunto, para o Magalu e para o mercado. A independência da empresa foi um dos motivos que me levaram a aceitar a proposta de aquisição”, afirma Schiavini. O executivo conta que a inspiração para fundar a startup veio de empresas como Amazon, Alibaba e do próprio Magazine Luiza, que aliam tecnologia com atendimento ao cliente. Este último ponto é crucial para a estratégia da empresa, uma vez que seus contratos não têm fidelização.

O plano de voo da SmartHint não é apenas integrar a tecnologia de pesquisa e recomendação ao site e aplicativo do Magazine Luiza. A startup também fará parte do pacote de soluções do Magalu para empresas e poderá ter seu serviço contratado pelo varejo eletrônico nacional, uma forma de ajudar o setor a evoluir como um todo. Como a startup tem faturamento inferior a 75 milhões de reais, a aquisição pelo Magazine Luiza não precisará passar pela aprovação do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e a compra já foi devidamente realizada e informada por fato relevante aos acionistas.

Para o futuro, Schiavini acredita na oferta de uma solução gratuita da SmartHint para pequenas lojas online, algo que já foi feito pela startup no passado. Apesar de ter cerca de 15 mil usuários, a companhia precisou rever a estratégia e encerrou a versão sem custo.

Um dos trunfos da companhia foi ter conseguido dobrar de tamanho sem precisar expandir muito o quadro de funcionários. No começo de 2020, a empresa tinha 32 pessoas e chegou a 40 entre o fim do ano passado e o começo de 2021. Mesmo com a aquisição pelo Magalu, a SmartHint deve terminar o ano só um pouco maior do que começou. “Se fizermos nosso trabalho direitinho, teremos, no máximo, 50 pessoas”, diz Schiavini.

 

 

Fonte: Revista Exame

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