Segunda, 04 de Maio de 2026
19°C 30°C
Alagoinhas, BA
Publicidade

34 milhões de pessoas correm o risco de morrer de fome no mundo

34 milhões de pessoas correm o risco de morrer de fome no mundo

01/04/2021 às 18h59 Atualizada em 01/04/2021 às 21h59
Por: Redação
Compartilhe:
Com o fechamento das escolas, 40% das merendas não foram servidas aos estudantes (Antônio Cruz/ABr/Agência Brasil)
Com o fechamento das escolas, 40% das merendas não foram servidas aos estudantes (Antônio Cruz/ABr/Agência Brasil)

Pandemia agravou a situação em todo o mundo, inclusive na América Latina. Fechamento de escolas levou a um corte de quase 40 bilhões de merendas, afetando mais de 300 milhões de crianças.

O Programa Mundial de Alimentos da ONU (WFP, na sigla em inglês) faz um alerta: 34 milhões de pessoas correm o risco de morrer de fome no mundo. Para evitar uma tragédia ainda maior, o programa precisa de um financiamento adicional de 5,5 bilhões de dólares. O WFP, que recebeu o Prêmio Nobel da Paz no ano passado, publica hoje o seu relatório anual.

A falta de alimentos se agravou na pandemia. Na América Latina e no Caribe, o número de pessoas em situação de insegurança alimentar praticamente quadruplicou, de acordo com estimativas do WFP. A tragédia atinge quase 16 milhões de pessoas na região. A situação de fome, segundo o WFP, é determinada quando 20% dos lares enfrenta escassez de alimentos, 30% das crianças sofrem de mal nutrição e as mortes por inanição atingem 2 a cada 10 mil pessoas (insegurança alimentar é um estágio anterior ao da fome).

Mesmo em países desenvolvidos, o acesso a alimentos tem sido dificultado pela falta de trabalho e dinheiro, especialmente entre os mais jovens. Na França, um quarto dos jovens adultos está, rotineiramente, pulando uma refeição por dia. Protestos de estudantes levaram o presidente francês, Emmanuel Macron, a anunciar um plano de socorro que inclui refeições a 1 euro em lanchonetes de universidades e ajuda financeira.

O fechamento de escolas por causa da pandemia é um dos motivos que levaram ao agravamento da situação. Em comunicado conjunto, a Unicef e o WFP informaram que cerca de 370 milhões de crianças deixaram de receber 40% das refeições que faziam nos colégios. Quase 40 bilhões de merendas foram cortadas em todo o mundo.

Guerras civis e outros conflitos, no entanto, seguem como os maiores causadores da fome aguda, quando há risco iminente de morte por falta de alimentos. Essas regiões, geralmente, não apresentam condições para o envio de ajuda humanitária. Iêmen, Sudão do Sul, Burkina Faso e a região noroeste da Nigéria são as mais complicadas, de acordo com o WFP. Na América do Sul, a Venezuela é apontada como o país mais fragilizado, e na América Central, o Haiti está na pior situação.

 

Fonte: Revista Exame

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Alagoinhas, BA
19°
Tempo limpo

Mín. 19° Máx. 30°

19° Sensação
1.2km/h Vento
96% Umidade
100% (4.06mm) Chance de chuva
05h40 Nascer do sol
17h19 Pôr do sol
Ter 31° 20°
Qua 26° 20°
Qui 24° 20°
Sex 26° 19°
Sáb 30° 20°
Atualizado às 05h01
Economia
Dólar
R$ 4,96 +0,00%
Euro
R$ 5,81 +0,00%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 418,908,63 +2,23%
Ibovespa
187,317,64 pts 1.39%
Lenium - Criar site de notícias