
Uma ex-namorada do vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Doutor Jairinho (Solidariedade), contou ao delegado Henrique Damasceno, titular da 16ª DP (Barra), que a mãe dela recebeu uma ligação do político na última sexta-feira, dia 19, oito anos após o término do relacionamento. A ex se sentiu ameaçada com o telefonema depois de tanto tempo sem contato. Na delegacia, a mulher contou que teve com Jairinho um relacionamento marcado por atos de violência. A ex-namorada também acusou o vereador de agredir a sua filha, na época com 4 anos. Uma outra testemunha do caso já tinha descrito um suposto episódio de violência envolvendo Jairinho e o filho dela, também criança.
A mulher, cuja identidade está sendo mantida em sigilo, deu longo depoimento ao delegado na madrugada de terça-feira. As declarações fazem parte da investigação do caso do menino Henry Borel Medeiros, de 4 anos, encontrado morto no dia 8 de março. Ela explicou que não denunciou as agressões recorrentes na ocasião por ter medo de retaliações.
A mãe da mulher, que recebeu a ligação de Jairinho, contou que o vereador limitou-se a perguntar se a filha dela e a neta estavam bem, sem qualquer ameaça direta. O fato foi relatado à polícia, com provas do telefonema dado pelo vereador.
Henry estava na casa da mãe, na Barra da Tijuca, quando morreu. Jairinho também se encontrava na residência no momento do incidente. Laudos de necropsia atestam que o menino sofreu hemorragia interna e laceração hepática, provocada por ação contundente.
Na terça-feira, ao tomar conhecimento do testemunho, o advogado André França Barreto, que representa Jairinho, afirmou que o nome da ex-namorada teria sido levado à polícia por Leniel Borel de Almeida, pai de Henry. Nesta quarta-feira, sobre a notícia do telefonema, comentou:
- Há indicativos (na investigação) direcionados ao pai que causam uma zona cinzenta, embora não estejamos acusando ninguém.
Fonte: Jornal O Globo
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