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A luz no fim do túnel é a vacina, diz CEO da Ypê, que doou para o Butantã

A luz no fim do túnel é a vacina, diz CEO da Ypê, que doou para o Butantã

25/03/2021 às 11h15 Atualizada em 25/03/2021 às 14h15
Por: Redação
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Waldir Beira Júnior, presidente da Ypê (Marco Flávio/Reprodução)
Waldir Beira Júnior, presidente da Ypê (Marco Flávio/Reprodução)

Ao longo da pandemia a Ypê fez doações que somam 37 milhões de reais no combate a pandemia da Covid-19. A mais recente é na fábrica de vacinas do Butantã.

Quando a pandemia da Covid-19 chegou ao Brasil, há um ano, a Ypê investiu na produção de álcool gel para doação e conseguiu disponibilizar as primeiras unidades em 72 horas já com a aprovação da Anvisa. Desde então foram 3,3 milhões de frascos doados. A companhia seguiu dessa forma ao longo do ano e doou 260 toneladas de sabão em barra, além de equipamentos hospitalares que permitiu a abertura de 20 leitos na Santa Casa Anna Cintra, em Amparo, cidade onde se localiza a sede da Ypê.

Ao todo foram 37 milhões investidos em doações que visam o combate da pandemia da Covid-19. "Meu pai, fundador da Ypê, sempre atuou em causas sociais e ambientais e não seria diferente agora", diz Waldir Beira Júnior, presidente da Ypê. Na mais recente atuação a companhia disponibiliza 1 milhão de reais para a construção da nova fábrica da vacina contra o novo coronavírus do Instituto Butantã.

"Estamos todos passando por  aflição e sofrimento. A única luz que enxergamos no fim do túnel é a vacina, e temos o dever de colaborar para ampliar a produção das doses. Nosso compromisso é com a sociedade e com as instituições que estão engajadas nesse trabalho, como já era o caso do Butantã antes da nossa doação. O mesmo acontece com iniciativas privadas", afirma Júnior.

O executivo entende que as demandas suportadas pela companhia não, necessariamente, foram simples. Além da doação em si, por vezes foi preciso toda uma mudança na estratégia de atuação, como quando a fabricação de álcool gel exigiu mudanças na linha de produção. Além disso, por ser uma fabricante de produtos essenciais, o trabalho em fábrica não pode parar e os protocolos de segurança precisam ser seguidos e monitorados sempre. 

Apesar do crescimento de hábitos de higiene e consumo de alguns itens de limpeza, a Ypê não teve um ano fácil. "Trabalhamos com muitas intempéries. Tivemos um desafio em relação a disponibilidade de insumos e uma pressão de custo que não podemos repassar ao consumidor. Por outro lado, alguns segmentos de limpeza cresceram. Na prática, vendemos mais, mas não necessariamente tivemos resultados melhores", afirma. A empresa não comenta o faturamento. Ainda assim, para Júnior, uma coisa é certa, enquanto a pandemia continuar a empresa trabalha para ajudar as instituições no combate e no desenvolvimento da vacina.

 

Fonte: Revista Exame

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