
Espetáculo “BIG CHOP: Uma Ebó Feminegra” ressignifica o cabelo crespo
Em formato de videoarte, espetáculo é apresentado em uma programação gratuita
Atriz, pesquisadora, dançarina e preparadora corporal, Fabíola Nansurê criou a
proposta BIG CHOP – Uma Ebó Feminegra, com a contribuição poética de Onisajé,
diretora e dramaturga. Composto pela narrativa teatral e quatro mesas temáticas,
BIG CHOP – Uma Ebó Feminegra apresenta a importância da estética para as
mulheres negras em uma programação virtual gratuita, no período de 26 de março a
10 de abril, às 19h, no canal Rosas Negras - Youtube.
No espetáculo BIG CHOP – Uma Ebó Feminegra, o cabelo crespo ganha
protagonismo. Ele é mostrado com o corte black power, dreads, tranças, penteados
e apliques. Embora a técnica “Grande Corte”, tradução livre de Big Chop, seja
colocada em destaque. Nela, o cabelo alisado é cortado. Para a representação
dessa pluralidade do cabelo crespo, Fabíola Nansurê pesquisou sobre a Noite da
Beleza Negra do Ilê Aiyê, concurso de beleza e exaltação da mulher negra, o Big
Chop Coletivo, evento alagoinhense de discussão racial, e a Marcha do
Empoderamento Crespo, movimento político. “O processo todo inicia na atriz, para
depois reverberar no público”, explica Fabíola.
Para Fabíola Nansurê, o objetivo do espetáculo BIG CHOP – Uma Ebó Feminegra é
realçar a beleza do cabelo crespo: “Ele veio para falar de empoderamento a partir
do cabelo crespo, da valorização e da validação desse cabelo crespo (...) Fala sobre
a estética preta, sobre o cabelo, sobre os traços, sobre ser preta”, conclui Fabíola.
Assim, a mulher negra entra em cena afirmando a sua negritude, poder e beleza,
com os seus fios naturais.
Em versão videoarte, devido a pandemia, o espetáculo BIG CHOP – Uma Ebó
Feminegra conta ainda com a participação de outros artistas. Márcia Lima, Denise
Corrêa e Ariane Souza são intérpretes especiais, Jarbas Bittencourt e Tina Melo
assinam a direção musical e direção artística, respectivamente, enquanto Nando
Zâmbia está por trás da direção de fotografia. Mãe Rosa de Oyá, Yalorixá e
incentivadora cultural, também aceitou o convite especial da equipe.
Mesas temáticas – Com uma abordagem acerca da transformação cultural e social
pelo ativismo artístico, as mesas temáticas ocorrerão com profissionais do teatro
baiano e nacional: A poética FEMINEGRA na concepção e criação artística (26/03),
com Onisajé, Tina Melo e Márcia Lima, BIG CHOP uma ebó de empoderamento
(02/04), com Mariana Desidério e Geisa Brunelle, A autoestima da mulher negra em
relação ao cabelo crespo (08/03), com Naira Gomes e Sara Cristina, e o
Empoderamento da mulher negra através da afirmação estética (10/03), com Gisele
Soares e Jade Alves.
A programação virtual de BIG CHOP – Uma Ebó Feminegra tem apoio financeiro
da Secretaria de Cultura e Fundação Cultural do Estado da Bahia (programa Aldir
Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultura do
Ministério do Turismo, Governo Federal.
Fabíola Nansurê – Atriz, pesquisadora, dançarina e preparadora corporal, é
formada em Interpretação Teatral pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e em
Dança pela Escola de Dança da Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB).
Em 2016, empreendeu a oficina de dança "EU VEJO VOCÊ – Dança dos Orixás
Para Não Dançarinas”, e algum tempo depois, em 2020, o ciclo de lives “EU VEJO
VOCÊ – Diálogos Entre Rosas Negras.” Desde 2017, atua no monólogo do
espetáculo Rosas Negras. Além disso, participou das peças: Sirè Obá – A Festa do
Rei, Exu a Boca do Universo, Oxum, Édipo, Meu nome é Mentira, Oyaci – A Filha
De Oyá, A Eleição, Barro Mulher, Partem-me, Encontro, Vermexo, Inês e Oyá
Marilza.
SERVIÇO
O quê? BIG CHOP – Uma Ebó Feminegra.
Quando: De 26 de março a 10 de abril.
Onde: Youtube - Canal Rosas Negras.
Quanto: Gratuito.
Mín. 19° Máx. 30°