Estado bateu novo recorde de óbitos registrados em 24 horas: 521. Saturados, hospitais públicos e privados rumam ao colapso. Sem leitos intensivos suficientes, unidades acomodam doentes graves como podem e mandam alguns para casa, com cilindro de oxigênio. Nas ruas, nem todas as novas restrições de Doria são seguidas.
O Governo estadual calcula que 53 municípios já possuíam no dia 11 de março 100% de ocupação dos leitos de UTI em seu sistema de saúde. A taxa de ocupação em todo o território paulista chegou a 87,6% nesta sexta-feira. Na Grande São Paulo, a 89,4%. Segundo levantamento da TV Globo e do G1, 45 pessoas já morreram à espera de UTI em São Paulo. Nesta sexta, o Estado bateu novo recorde de mortes registradas em um único dia desde o começo da pandemia: 521 ou um óbito a cada três minutos.
“São 5.800 pacientes com covid-19 desde março de 2020, com uma taxa 80% de intubação. Tivemos que aumentar 100% o consumo de oxigênio e 100% consumo de energia”, conta Eloisa Bonfá, diretora do hospital. No entanto, ela não vislumbra um cenário de falta de oxigênio, parecido com o que viveu Manaus, uma vez que o HC antecipa cenários e se prepara. Por exemplo, já alugou 14 geradores de energia.
Apesar da gravidade de situação e das medidas emergenciais decretadas por Doria, bares, comércios e salões de beleza seguem atendendo clientes com a porta entreaberta. O movimento de carros é intenso, muito diferente da primeira fase da pandemia, quando fotografias aéreas mostravam espaços inteiros desertos. No primeiro semestre de 2020, a taxa de isolamento superou os 50%. Nesta sexta-feira é de 42% no Estado e de 41% na capital. Mesmo na calçada em frente do Hospital Tide Setúbal, pessoas se arriscam a caminhar sem máscara.
Com informações de El País
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