O jogador Robinho foi condenado, em segunda instância, a nove anos de prisão na Itália pelo crime de estupro de uma mulher albanesa, cometido em 2013, na Itália, quando ainda jogava pelo Milan. A informação foi divulgada nesta terça-feira (09) pela Corte de Apelação de Milão.
Segundo o documento, as juízas Francesca Vitale (que presidiu o julgamento), Paola Di Lorenzo e Chiara Nobili ressaltaram que o jogador e "seus cúmplices" manifestaram "um particular desprezo pela vítima que foi brutalmente humilhada". A corte ainda alegou que houve uma tentativa de "enganar as investigações oferecendo uma versão dos fatos falsa e previamente combinada".
Segundo publicação do Globo Esporte, com a condenação do atacante em segunda instância, o tribunal pode solicitar a sua detenção antes do julgamento definitivo, na Corte de Cassação. No entanto, o fato do jogador viver no Brasil, o judiciário da Itália teria que emitir mandado internacional de prisão. Outra alternativa é o mandado ser cumprido quando o jogador pisar em algum país da Europa.
O tribunal também condenou Ricardo Falco, amigo de Robinho, a 9 anos de prisão. Agora, a defesa do jogador poderá recorrer à Corte de Cassação, em terceira e última instância da Justiça italiana.
Relembre o caso - Em 2017, o Tribunal de Milão condenou o atacante a nove anos de prisão por "violência sexual em grupo" contra uma jovem albanesa em uma boate da capital da Lombardia em janeiro de 2013, durante a sua passagem pelo Milan, da Itália. O jogador nega as acusações.
Robinho teria praticado o ato com outras cinco pessoas. A jovem tinha 22 anos de idade na época. O atleta foi condenado na nona seção do Tribunal de Milão, presidida por Mariolina Panasiti.
A condenação do atacante na primeira instância da Justiça italiana voltou à tona em outubro de 2020, depois que o Santos fechou contrato com o jogador até fevereiro de 2021. O acordo foi suspenso depois que a Globo divulgou as escutas telefônicas autorizadas pela Justiça italiana, incluídas como provas no processo, que gerou ainda mais crítica por parte dos torcedores e empresas patrocinadoras criticaram.
Nelas, Robinho e amigos fazem comentários sobre a vítima e deixam evidente que sabiam que ela estava inconsciente. A partir delas que os advogados da vítima puderam estabelecer que ela estava em condição de inferioridade "física ou psíquica", como diz o artigo 609 bis do código penal italiano, que determina prisão de 6 a 12 anos para quem comete violência sexual.
Fonte: Revista Marie Claire
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