
A volta presencial às salas de aula foi autorizada a partir desta segunda-feira (8), desde que respeitado o limite de ocupação de acordo com a fase do Plano SP em que a cidade de encontra. Os alunos que não puderem acompanhar as aulas nas escolas, devem fazê-lo remotamente.
“Temos hoje sete escolas que estamos monitorando no estado. Não tenho o número total de casos, mas não sou muitos. Normalmente um ou dois e algumas pessoas com sintomas”, afirmou o secretário da Educação, Rossieli Soares, em entrevista coletiva.
Ele afirmou que os professores e funcionários dessas escolas estão sendo testados e que as atividades só serão retomadas com autorização da Vigilância Sanitária.
“Até o momento não podemos afirmar que haja qualquer surto, mas estamos fazendo todas as testagens”, completou.
Retorno escalonado - Mais de 5 mil escolas da rede estadual de ensino no estado de São Paulo podem voltar a ter aulas presenciais a partir de hoje (8). Ao todo, a rede tem mais de 3,3 milhões de alunos.
Nos municípios classificados nas fases vermelha ou laranja do Plano SP, haverá a presença limitada de até 35% dos alunos matriculados. Na fase amarela, o limite é de 70% dos estudantes; e na etapa verde, é admitida a presença de 100% dos alunos matriculados.
Em nota, o governo de SP informou que avaliará nas próximas duas semanas as condições para aumentar as porcentagens de limites diários de alunos. Além disso, cada unidade poderá definir como fará o rodízio de alunos e suas atividades presenciais e remotas.
Soares afirmou que caso o rodízio de alunos seja suspenso, todos deverão voltar às aulas presenciais. Nos casos em que os responsáveis não enviarem seus filhos, as escolas farão o procedimento padrão para abandono dos estudos, comunicando o Conselho Tutelar e as autoridades.
"A educação é obrigatória, isso não é opcional para a família, está previsto na Constituição como uma obrigatoriedade. Mas vamos pormenorizar com as escolas quando essa etapa chegar", afirmou.
Greve dos professores - Os professores da rede pública de ensino do estado decidiram fazer greve nas aulas presenciais a partir desta segunda-feira (8). Segundo o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), os profissionais vão trabalhar normalmente, mas de forma remota.
A presidente do sindicato, Isabel Noronha, disse que a paralisação é uma greve sanitária, contra a volta das aulas em meio à pandemia de covid-19.
“Não há condições para um retorno seguro. As escolas não apresentam a mínima infraestrutura. Recebemos, a todo momento, fotos e vídeos de professores mostrando banheiros quebrados, lixo acumulado, goteiras, álcool em gel vencido. E tudo isso já está causando consequências graves”, declarou.
Sobre a greve, o secretário afirmou que o movimento está sendo monitorado, mas que a princípio a adesão não foi grande e nenhuma escola foi fechada por falta de professores. "Profissionais que não forem trabalhar serão descontados caso não apresentem justificava", afirmou.
Fonte: CNN Brasil
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