
Quando foi estabelecida a nova política de preços pela Petrobras, eles chegaram a variar quase que diariamente, seguindo a flutuação do mercado internacional. A fórmula usada pela Petrobras para calcular a relação entre os preços praticados pela empresa no Brasil e o mercado internacional não é conhecida. Por conta disso, cada consultoria chega a um resultado diferente, mas todos com previsão de reajustes futuros que variam entre 9 a 13%.
Com a subida do preço internacional do petróleo e com o dólar próximo a R$ 5,40, aumenta a defasagem de preços, apesar dos seguidos reajustes nos preços da gasolina, diesel e botijão de gás.
Diante da ameaça de greve dos caminhoneiros, e como o preço ao consumidor é formado pelo valor nas refinarias, pelos impostos federais Cide e Pis/Cofins, o estadual ICMS e pelas margens de lucro da distribuidora e da revenda, Bolsonaro levantou a possibilidade de zerar os impostos federais na negociação com o comando de greve dos caminhoneiros. Mas, diante da perda de arrecadação, o governo ainda estuda medidas compensatórias, como retirar benefícios de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para carros de valor mais alto e acabar com renúncias tributárias para o setor petroquímico.
A FUP – Federação Única dos Petroleiros publicou o levantamento feito pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) revelando que entre julho de 2017 e janeiro de 2021, sob o comando dos governos Temer e Bolsonaro, a direção da estatal aumentou em 59,67% o preço da gasolina nas refinarias, o diesel 42,64% e o GLP (gás de cozinha) 130,79%. Já o preço do barril do petróleo acumulou reajustes de 15,40% neste mesmo período e a inflação medida pelo INPC (IBGE) ficou em 15,02%. O Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (Ineep) também divulgou recentemente um estudo que aponta o Brasil como um dos países que tem o diesel mais caro entre os grandes consumidores do combustível, como Alemanha, Áustria, Dinamarca, EUA, França e Reino Unido. O levantamento, feito a partir de outubro do ano passado, revela que a alta do diesel no Brasil só não foi maior do que a da Alemanha.
“Estamos sofrendo com aumentos descontrolados dos derivados de petróleo, o que inviabiliza setores estratégicos da economia, além de afetar massivamente a população", alerta o coordenador da FUP, Deyvid Bacelar.
Fonte BBC News Brasil e FUP – Federação Única dos Petroleiros
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