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Ibovespa bate novo recorde e fecha acima dos 191 mil pontos pela 1ª vez

O forte fluxo de investimentos estrangeiros para a bolsa paulista também fez o dólar recuar para R$ 5,1556, o menor valor desde 28 de maio de 2024

24/02/2026 às 21h04
Por: Redação
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Lula, dólar e a Bolsa de Valores (Foto: Amanda Perobelli / Reuters I Dado Ruvic / Reuters I Ricardo Stuckert / PR)
Lula, dólar e a Bolsa de Valores (Foto: Amanda Perobelli / Reuters I Dado Ruvic / Reuters I Ricardo Stuckert / PR)

O Ibovespa avançou mais de 1% nesta terça-feira, renovando recordes e encerrando acima dos 191 mil pontos pela primeira vez, em movimento puxado mais uma vez pelas blue chips, que têm sido embaladas neste começo de ano pelo forte fluxo de investimentos estrangeiros para a bolsa paulista.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa fechou em alta de 1,4%, a 191.490,40 pontos, novo topo de fechamento. Na máxima do dia, chegou a 191.780,77 pontos, novo recorde intradia. Na mínima, marcou 188.854,45 pontos. O volume financeiro no pregão somou R$32,98 bilhões.

 

Estrategistas do JPMorgan destacaram que o primeiro mês do ano costuma ser um período de forte entrada de capital externo, mas nada comparável ao que se observou no mês passado e ao que continua entrando. Até o dia 20 de fevereiro, o saldo de estrangeiros na bolsa em 2026 alcançava cerca de R$35,6 bilhões.

No curto prazo, citou o analista Felipe Cima, da Manchester Investimentos, o que se imagina é que o mercado deve seguir nessa tendência de alta, principalmente pela entrada de investimento estrangeiro.

Operadores também têm citado alguns movimentos de zeragem de posições vendidas, na esteira do rali recente. No ano, o Ibovespa já acumula uma valorização de 18,85%.

A retomada do fôlego na B3 também teve como pano de fundo um clima mais tranquilo em praças acionárias no exterior, embora incertezas sobre a política comercial do presidente Donald Trump permaneçam, assim como agentes seguem avaliando os potenciais efeitos econômicos da inteligência artificial (IA).

O europeu STOXX 600 fechou com um acréscimo de 0,23%, enquanto o norte-americano S&P 500 avançou 0,77%.

DESTAQUES

- PETROBRAS PN subiu 2,54%, renovando máximas históricas e ampliando a alta no ano para mais de 28%. Nem a piora dos preços do petróleo na sessão minou o apetite. O barril sob o contrato Brent encerrou em queda de 1%. PETROBRAS ON avançou 2,28%.

- ITAÚ UNIBANCO PN fechou em alta de 1,52%, após forte correção negativa na véspera e alguma titubeada nesta terça-feira, com bancos de modo geral firmando-se no azul à tarde. BRADESCO PN subiu 0,8%, BANCO DO BRASIL ON avançou 1,77% e SANTANDER BRASIL UNIT encerrou em alta de 3,41%, tendo no radar Investor Day do controlador, o espanhol Santander, na quarta-feira.

- VALE ON subiu 0,39%, no quarto pregão seguido de alta, mesmo com uma retomada negativa do mercado na China. O contrato futuro de minério de ferro mais negociado em Bolsa de Mercadorias de Dalian recuou 1,79% na volta de feriado prolongado, mas o vencimento de referência na Bolsa de Cingapura sustentou sinal positivo.

- GERDAU PN recuou 2,22%, após resultado do quarto trimestre, que mostrou fraqueza na operação brasileira e um desempenho mais robusto na América do Norte. O grupo siderúrgico vê manutenção das margens no primeiro trimestre na operação no Brasil, mas avanço nessa linha na América do Norte. Também afirmou que está sempre avaliando ativos.

- MINERVA ON caiu 4,43%, tendo no radar relatório de analistas da XP, que cortaram a recomendação das ações para neutra e o preço-alvo de R$8,40 para R$7,20, avaliando que a relação risco versus retorno já não é tão atrativa. Analistas do JPMorgan também reiteraram recomendação neutra para os papéis, citando um cenário doméstico desafiador para a companhia.

- IRB(RE) ON saltou 7,26%, para uma máxima desde agosto de 2022. Neste ano, os papéis do ressegurador já acumulam uma alta de quase 20%.

- TECNISA ON, que não faz parte do Ibovespa, disparou 12,75%, após a construtora divulgar oferta do Grupo BTG Pactual por uma participação na Windsor, que desenvolve o empreendimento imobiliário Jardim das Perdizes, na cidade de São Paulo. A proposta vinculante do BTG envolve a compra de 26,09% da Windsor por R$260,9 milhões, a serem pagos à vista.

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