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Com hospitais lotados, ambulâncias de Los Angeles não transportarão pacientes com poucas chances de sobrevivência

Com hospitais lotados, ambulâncias de Los Angeles não transportarão pacientes com poucas chances de sobrevivência

06/01/2021 às 20h44 Atualizada em 06/01/2021 às 23h44
Por: Redação
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Fila de carros em local de testagem para o coronavírus em Los Angeles, nos EUA, na segunda-feira (4) — Foto: Ringo H.W. Chiu/AP Photo
Fila de carros em local de testagem para o coronavírus em Los Angeles, nos EUA, na segunda-feira (4) — Foto: Ringo H.W. Chiu/AP Photo

Demanda por oxigênio nos respiradores atingiu um colapso com a alta nas internações por Covid-19. Autoridades temem situação ainda pior após festas de fim de ano na Califórnia.

Ambulâncias de Los Angeles, segunda maior cidade dos Estados Unidos, foram orientadas a não transportar pacientes que tenham poucas chances de sobrevivência, informou a imprensa americana na segunda-feira (4).

Segundo o jornal "Los Angeles Times", isso ocorre porque falta suprimento de oxigênio disponível nos hospitais da região devido à superlotação de pacientes com Covid-19. As autoridades locais pedem que o sistema de saúde se concentre nos pacientes com maior chance de sobrevivência.

O governo da Califórnia estima que a situação vá piorar nos próximos dias, com a disseminação do coronavírus nas festas de fim de ano. A presença da nova variante B.1.1.1.7, que os cientistas dizem ser mais transmissível, aumenta a preocupação.

"Muitos hospitais chegaram a um ponto crítico e estão precisando tomar decisões muito duras sobre os cuidados aos pacientes", admitiu ao "LA Times" a diretora de serviços de saúde de Los Angeles, Christina Ghaly.

Orientações para pacientes graves em Los Angeles - De acordo com o jornal, a Agência de Serviços Médicos de Emergência da cidade emitiu diretrizes que pedem às equipes de atendimento nas ambulâncias que economizem forneçam oxigênio apenas a pacientes com saturação menor que 90%. Além disso, o documento diz aos profissionais para não levarem aos hospitais pessoas com "virtualmente nenhuma chance de sobrevivência".

Isso inclui pacientes que sofreram paradas cardiorrespiratórias e não responderam às primeiras tentativas de reanimação. Ou seja, as equipes deverão declarar a vítima morta no local do atendimento, sem que ela seja levada ao hospital para uma segunda tentativa com ajuda de aparelhos.

A supervisora do condado de Los Angeles Hilda Solis disse à emissora americana CNN que os "trabalhadores de saúde estão doentes e exaustos física e mentalmente".

"É um desastre humanitário", relatou Solis.

O condado de Los Angeles acumula 10.850 mortes por Covid-19 desde o começo da pandemia, informa a Universidade Johns Hopkins. São mais de 827 mil casos do coronavírus somente na segunda maior cidade dos EUA.

 

Fonte: G1

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