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Desmatamento no Cerrado este ano foi o maior desde 2015 e equivale a 5 cidades de São Paulo

Desmatamento no Cerrado este ano foi o maior desde 2015 e equivale a 5 cidades de São Paulo

30/12/2020 às 14h07 Atualizada em 30/12/2020 às 17h07
Por: Redação
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Nos 12 meses entre agosto de 2019 e julho de 2020 - que compreendem o governo Bolsonaro - foram destruídos 7.340 km² de vegetação nativa.

Alta entre agosto de 2019 e julho de 2020 chegou a 13% em relação às perdas no mesmo período dos anos anteriores. Principais ameaças aconteceram pela expansão da fronteira agrícola.

O desmatamento no bioma Cerrado voltou a subir este ano, informou o jornal O Estado de São Paulo citando o Prodes Cerrado, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

O desmatamento equivale a quase cinco vezes a área da cidade de São Paulo e é o maior valor para o bioma desde 2015, quando foi observada uma devastação de mais de 11 mil km².

Nos 12 meses entre agosto de 2019 e julho de 2020 - que compreendem o governo Jair Bolsonaro - foram destruídos 7.340 km² de vegetação nativa, alta de 13% em relação às perdas observadas no mesmo período dos anos anteriores (6.483 km²).

Os dados divulgados nesta segunda-feira (28) são do projeto Prodes Cerrado, do INPE, que mapeia o desmatamento na região desde 2001, inicialmente a cada dois anos. Desde 2013 é feito anualmente.

Em 2020, o estado do Maranhão foi o que apresentou a maior área de desmatamento (1.836,14 km²), respondendo por 25% das perdas no bioma. Depois dele aparecem o Tocantins (1.565,88 km²) e a Bahia (919,17 km²).

Matopiba - As principais ameaças ao Cerrado ocorrem pela expansão da fronteira agrícola principalmente pela região conhecida como Matopiba, palavra que junta as siglas dos estados de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

O aumento do impacto sobre o Cerrado é semelhante ao que ocorreu na Amazônia no mesmo período. Dados também do INPE divulgados no fim de novembro apontaram alta de 9,5% no último ano do desmatamento na floresta amazônica, a maior taxa desde 2008. Entre agosto de 2019 e julho deste ano, a destruição dela alcançou 11.088 km², ante os 10.129 km² registrados nos 12 meses anteriores.

 

Fonte: Brasil 247

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