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Pressionado nos EUA, Facebook busca novas frentes

Pressionado nos EUA, Facebook busca novas frentes

01/11/2017 às 09h59 Atualizada em 01/11/2017 às 12h59
Por: Redação
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O desafio da rede social é aumentar o valor das vendas de publicidade de formas inovadoras

Na terça-feira, a maior rede social do mundo, o Facebook, precisou se explicar ao Senado americano sobre possíveis brechas que teriam permitido ao governo russo divulgar propagandas que influenciaram as eleições. Hoje, o desafio da companhia está numa seara mais conhecida: a financeira.

A companhia divulga seus resultados do terceiro trimestre com a difícil missão de provar que consegue manter o pesado ritmo de crescimento recente. É esperado que o Facebook apresente um faturamento de 9,87 bilhões de dólares, um aumento de 41% em relação ao mesmo trimestre do ano passado — desse total 9,71 bilhões viriam da venda de espaço publicitário.

Parece muito, mas a base de comparação é alta. No segundo trimestre, a venda de anúncios avançou 47%; no primeiro, subiu 51%; no quarto trimestre do ano passado, 53%. O Facebook já admitiu que o faturamento publicitário, principal renda da empresa, será pressionado fortemente no segundo semestre deste ano e está próximo do pico.

O desafio é aumentar o valor das vendas de publicidade de formas inovadoras. A primeira é levar a publicidade para partes da companhia que ainda não foram afetadas por ela, como é o caso de Messenger e Whatsapp, uma hipótese que ainda não estava nos planos. A outra seria aumentar o custo de anúncio.

Há ainda a perspectiva de aumentar o número de usuários, o que elevaria a exibição de propaganda. O problema é que o Facebook já atingiu 2 bilhões de usuários mensais, segundo seu último relatório e já está próximo de difusão total em mercados como Estados Unidos e Europa, dependendo de crescimento na Ásia.

A oportunidade: a plataforma é desde 2009 proibida na China, o país onde poderia ter maior perspectiva de crescimento, tanto pelo tamanho da população, quanto pelo crescimento econômico do país.

No sábado, o presidente da companhia, Mark Zuckerberg participou da reunião anual do conselho da Universidade Tsinghua de Economia e Administração, onde é um dos consultores. A viagem é a primeira do executivo à China em dois anos, na sequência de medidas tomadas para tentar fazer o Facebook voltar ao país.

Em setembro, a empresa contratou William Shuai para coordenar suas relações em Pequim — Shuai foi um dos responsáveis por levar o LinkedIn para a China, mesmo que debaixo de forte censura no conteúdo ao mercado local e de uma concordância em formar parcerias com empresas locais.

Em março, o Facebook também investiu 5 milhões de dólares em sua fábrica da tecnologia de realidade virtual Oculus, em Xangai, o que quase dobrou o montante já investido para 11,4 milhões. O futuro para a rede de Mark Zuckerberg está no Oriente?

 

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