Parece muito, mas a base de comparação é alta. No segundo trimestre, a venda de anúncios avançou 47%; no primeiro, subiu 51%; no quarto trimestre do ano passado, 53%. O Facebook já admitiu que o faturamento publicitário, principal renda da empresa, será pressionado fortemente no segundo semestre deste ano e está próximo do pico.
O desafio é aumentar o valor das vendas de publicidade de formas inovadoras. A primeira é levar a publicidade para partes da companhia que ainda não foram afetadas por ela, como é o caso de Messenger e Whatsapp, uma hipótese que ainda não estava nos planos. A outra seria aumentar o custo de anúncio.
Há ainda a perspectiva de aumentar o número de usuários, o que elevaria a exibição de propaganda. O problema é que o Facebook já atingiu 2 bilhões de usuários mensais, segundo seu último relatório e já está próximo de difusão total em mercados como Estados Unidos e Europa, dependendo de crescimento na Ásia.
A oportunidade: a plataforma é desde 2009 proibida na China, o país onde poderia ter maior perspectiva de crescimento, tanto pelo tamanho da população, quanto pelo crescimento econômico do país.
No sábado, o presidente da companhia, Mark Zuckerberg participou da reunião anual do conselho da Universidade Tsinghua de Economia e Administração, onde é um dos consultores. A viagem é a primeira do executivo à China em dois anos, na sequência de medidas tomadas para tentar fazer o Facebook voltar ao país.
Em setembro, a empresa contratou William Shuai para coordenar suas relações em Pequim — Shuai foi um dos responsáveis por levar o LinkedIn para a China, mesmo que debaixo de forte censura no conteúdo ao mercado local e de uma concordância em formar parcerias com empresas locais.
Em março, o Facebook também investiu 5 milhões de dólares em sua fábrica da tecnologia de realidade virtual Oculus, em Xangai, o que quase dobrou o montante já investido para 11,4 milhões. O futuro para a rede de Mark Zuckerberg está no Oriente?