
Minha longa experiência em campanhas políticas indica que na reta final das disputas candidatos majoritários querem pelo menos uma pesquisa para chamar de sua, eletrizar os apoiadores e desanimar os adversários.
Alguns institutos erram a mão com o objetivo de criar cenários favoráveis e desfavoráveis.
No caso alagoinhense, a Eleva aponta no cenário estimulado Radiovaldo Costa (PT) com 9,8% e Brancos/Nulos em 10%.
Ou seja, há empate técnico.
Na espontânea, quando não são apresentados os nomes dos candidatos, Radiovaldo Costa alcança o índice 9,1% e os Brancos/Nulos 10,3%.
A distorção é clara: Radiovaldo só cresceu 0,7 ponto percentual da espontânea para a estimulada.
Os petistas e os eleitores de esquerda desapareceram de Alagoinhas e foram morar em Marte?
Tenho uma pesquisa em mãos com resultados completamente diferentes.
A Eleva apareceu no final da campanha de 2016 e dá as caras agora.
Vamos às urnas. Qualquer que seja o resultado, é possível antecipá-lo: grandes probabilidades da Eleva errar mais uma vez em Alagoinhas.
CENÁRIOS
Os cenários eleitorais não são estáticos, por mais que alguns tentem congelá-los.
Acontecimentos impactantes movimentam as peças e estabelecem realidades rapidamente distintas.
As agressões ao candidato Radiovaldo Costa, na noite da última segunda-feira (9) no conjunto Nulce Pereira, a operação de busca e apreensão realizada ontem (10) no escritório do DEM, o conteúdo do vídeo publicado no site Alagoinhas Hoje em que ficam comprovados vários crimes eleitorais praticados por Paulo Cezar e as informações que vazaram dando conta da apreensão de planilhas no escritório do DEM, contendo nomes e valores, são as novas peças no jogo eleitoral, não captadas pela pesquisa Eleva e nem mesmo pela Dataqualy (a ser publicada até sexta-feira).
As pedras vão rolar até o fechamento das urnas.
Maurílio Fontes
Editor do site Alagoinhas Hoje
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