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Entre os principais temas lembrados pelos candidatos, tiveram destaque o controle da pandemia no Brasil e a destruição da floresta amazônica

Entre os principais temas lembrados pelos candidatos, tiveram destaque o controle da pandemia no Brasil e a destruição da floresta amazônica

03/11/2020 às 13h22 Atualizada em 03/11/2020 às 16h22
Por: Redação
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Bandeiras do Brasil e EUA - Foto: Reprodução
Bandeiras do Brasil e EUA - Foto: Reprodução

Donald Trump e Joe Biden não deixaram o Brasil de fora da campanha eleitoral. Enquanto Trump costuma ser mais elogioso ao país, com declarações favoráveis sobre temas como a preservação da floresta amazônica, seu oponente já citou o país de forma negativa.

No debate do dia 29 de setembro entre os dois candidatos, Biden falou sobre o desmatamento na Amazônia como parte de sua estratégia para o meio ambiente, uma pauta valorizada principalmente pelos eleitores jovens e das grandes cidades.

O democrata disse que, caso eleito, “começaria imediatamente a organizar o hemisfério e o mundo para prover 20 bilhões de bilhões para a Amazônia, para o Brasil não queimar mais a Amazônia. E, o país não parar de destruir a floresta vai enfrentar consequências econômicas significativas”.

É difícil prever, no entanto, o quanto desse discurso pode se traduzir em atitudes práticas. No ano passado, o Brasil foi o país que mais contribuiu com a balança comercial americana. Os Estados Unidos registraram um saldo positivo de cerca de 11,3 bilhões de dólares com o Brasil em 2019, diante de 7,7 bilhões de dólares em 2018.

Mesmo assim, a declaração de Biden provocou reações no Brasil. O presidente Jair Bolsonaro não demorou a classificar a fala do democrata como “lamentável” e “desastrosa”, com críticas a Biden no Twitter.

Trump vem passando longe das discussões que envolvem as queimadas e a preservação do meio ambiente no Brasil. O presidente, no entanto, já criticou o país. Em junho, ele disse que o Brasil estava tendo “muitas dificuldades para enfrentar o coronavírus” porque o país havia optado por uma quarentena. Por sinal, o modo com que Trump lidou com a pandemia vem sendo um elemento marcante nessas eleições americanas.

Mas a quantidade de elogios foi maior do que as críticas. Em março, o presidente americano disse que Bolsonaro é seu amigo e que “está fazendo um trabalho no Brasil, onde é muito popular”.

Trump também já elogiou algumas vezes sua relação com o Brasil e especialmente a afinidade com Bolsonaro. “Temos uma ótima relação. Nós estamos trabalhando com o Brasil”, afirmou no final de fevereiro, quando as primeiras precauções para limitar o contágio da covid-19 começaram ser tomadas.

 

Fonte: Revista Exame

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