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Congresso debate plano para vacinar todos os brasileiros contra a Covid-19

Congresso debate plano para vacinar todos os brasileiros contra a Covid-19

20/10/2020 às 16h58 Atualizada em 20/10/2020 às 19h58
Por: Redação
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Russa, chinesa ou inglesa? Parlamentares querem ouvir de cada setor como está a fase de testes e de produção para iniciar a imunização.

A Comissão Mista da Covid-19, do Congresso Nacional, debate nesta terça-feira, 20, a partir das 15 horas, como o Ministério da Saúde vai operacionalizar o Programa Nacional de Imunização contra a covid-19. Entre os temas abordados vai estar a evolução da fase testes de todos imunizantes, prazos, necessidade e a possibilidade de vacinação dos brasileiros.

Participam da audiência pública o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas; o presidente da Sociedade Brasileira de Imunologia (SBI) e pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Ricardo Gazzinelli; o vice-presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco); e o presidente do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), Jorge Callado.

Na segunda-feira, o Butantan divulgou resultados parciais da fase de testes da vacina, desenvolvida com o laboratório chinês Sinovac. Os dados preliminares mostraram que menos de 35% dos voluntários tiveram efeitos colaterais. O valor é bem abaixo das demais vacinas, que estão em pelo menos 70% dos voluntários com algum efeito adverso.

O Ministério da Saúde aposta em duas vacinas para distribuir a nível nacional. Uma delas é a desenvolvida pelo laboratório AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford. O acordo prevê a distribuição das primeiras 15 milhões de doses em janeiro de 2021. Toda esta produção será feita com a Fiocruz.

A outra aposta é da aliança global Covax Facility que vai permitir ao Brasil ter acesso a uma de nove vacinas em desenvolvimento atualmente. Neste pacote estão 40 milhões de doses. Entre estas nove vacinas não está incluída a do laboratório Sinovac.

Paralelamente, ainda há o governo do Paraná, por meio do Tecpar, que firmou um acordo com o instituto russo Gamaleya. Além de ter acesso a vacina, o acordo envolve o início de testagem da fase 3, importação e produção do imunizante russo no Brasil. Ainda não há um número exato de quantas doses estariam disponíveis nesta primeira etapa.

 

Fonte: Revista Exame

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