
Na última terça-feira (13), através dos seus canais de comunicação nas redes sociais, a Faculdade Santíssimo Sacramento promoveu uma excelente ação de marketing permitindo que, entre blocos de anúncios, fosse aberto espaço para candidatos se apresentarem. Os organizadores merecem aplausos por escolherem divulgar seus serviços, de reconhecida qualidade, ao tempo que apresentavam candidatos ao cargo de prefeito do Município de Alagoinhas, embora aí caibam reticências no que diz respeito à qualidade.
Mas não foi um debate, o que é lamentável e é importante que se registre. Faltaram confronto de ideias, propostas e críticas entre candidatos assim como respostas às acusações.
Sete candidatos aceitaram o convite e as regras estabelecidas e todos foram informados com antecedência sobre os temas que seriam abordados. Ou seja, poderiam ter se preparado para fazer uma apresentação adequada, pelo menos em respeito aos eleitores.
Não foi o que vimos. A desinformação, a falta de coerência, a leviandade e a distorção de dados foram a tônica nas apresentações. Ressalve-se uma declaração de Ednaldo M. Sacramento (PSTU) que tocou em uma questão crucial: a crise mundial do capitalismo e a crescente dificuldade em gerar empregos formais, independente do governante. Já o candidato do PT, em que pese ter pontuado sobre isso, ainda tenta encontrar caminhos dentro do espectro formal para a grande massa de desempregados. Importante registrar que Radiovaldo foi, de longe, o mais preparado da noite.
Os destaques negativos ficaram por conta de Paulo Cezar (DEM) e Joaquim Neto (PSD). O primeiro parecia, como diz o ditado popular, mais perdido do que cego em tiroteio. A impressão é que não tinha a menor ideia do que estava fazendo ali. Ao se apresentar no primeiro bloco, preferiu falar mais de Fabricio Faro, candidato a vice, do que dele próprio. É compreensível.
No decorrer do evento, o candidato do DEM fez afirmações absolutamente ridículas, já devidamente transformadas em memes, além insistir na falácia das empresas “que foi buscar” e “nos empregos que gerou”. Baseado nisso, pede um terceiro mandato "para fazer a mesma coisa". Sobre os “rombos” deixados pelo seu governo, segundo o prefeito atual, cautelosamente, se absteve de comentar.
Joaquim Neto fez a segunda melhor apresentação. Mas, displicente com a comunicação durante todo o seu mandato, o candidato seguiu na mesma linha e fez uma apresentação aquém das realizações do seu governo. Um prefeito que poderia falar horas sobre as históricas intervenções feitas na Cidade, em que pese a quantidade de problemas na saúde, preferiu tratar os dados de forma superficial.
Aguardemos um debate que efetivamente promova a discussão de ideias, de propostas e que mostre à população quem são essas pessoas que se sentem autorizadas a pleitear o maior cargo da cidade.
Nadia Freire
Editora do jornal e site
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