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Impacto do Covid-19 na economia azul e recuperação econômica na pós-pandemia são debatidos em Fórum internacional

Impacto do Covid-19 na economia azul e recuperação econômica na pós-pandemia são debatidos em Fórum internacional

25/09/2020 às 09h17 Atualizada em 25/09/2020 às 12h17
Por: Redação
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Gestores públicos e privados debateram o tema “Impacto do COVID-19 na economia azul e recuperação econômica na pós-pandemia”
Gestores públicos e privados debateram o tema “Impacto do COVID-19 na economia azul e recuperação econômica na pós-pandemia”

Gestores públicos e privados debateram o tema “Impacto do COVID-19 na economia azul e recuperação econômica na pós-pandemia”, nesta quinta-feira (24), no II Fórum Internacional de Meio Ambiente e Economia Azul, que segue até sexta-feira (25). A sessão plenária contou com a moderação do pesquisador sênior da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Paulo Gadelha, que atualmente coordena a “Estratégia Fiocruz para a Agenda 2030”. Os secretários de Planejamento da Bahia, Walter Pinheiro; de Comércio, Serviço e Inovação do Ceará, Júlio Cavalcante; e o líder do projeto de pensamentos da Economia do Mar da PwC, Miguel Marques, dividiram o debate sobre os impactos do Covid-19 na economia, em especial na Economia Azul.

O moderador Paulo Gadelha iniciou a discussão com uma perspectiva otimista sobre a redução do impacto do novo corona vírus na saúde da população mundial, por diversos fatores, em especial a descoberta de uma vacina. Entretanto, alertou para as repercussões em longo prazo para a economia. “O covid representa um processo de mais de um século de ameaça sistêmica de uma pandemia já esperada. O que nós não sabíamos era a característica dessa pandemia. Então, esse é um aprendizado duro e fundamental para repensarmos o futuro, onde os valores mais significativos representados pela agenda 2030 são os de inclusão social e as questões relacionadas aos limites do planeta. Na configuração de um futuro pós-pandemia, precisamos ter uma visão de desenvolvimento inclusivo e sustentável”, afirmou Gadelha.

O secretário do Planejamento da Bahia, Walter Pinheiro, destacou a importância do desenvolvimento da economia azul como estratégia para alavancar a economia estadual, que foi afetada pela pandemia do coronavírus, assim como ocorreu em todo o mundo. “Antes de tudo, é necessário pensar na vida e na preservação do ecossistema, considerando que temos a maior faixa litorânea do país e o maior número de pescadores que praticam a pesca artesanal. Temos um Plano de Desenvolvimento Integrado, que é o planejamento a longo prazo, tendo como horizonte o ano de 2035, e estamos focando no desenvolvimento da biotecnologia, da indústria náutica, dos portos, de bases náuticas, atracadouros, terminais turísticos, a atração de regatas internacionais, a estruturação da cadeia produtiva da pesca, a prospecção de recursos minerais marinhos, o fomento ao potencial turístico e diversidade cultural da zona costeira, dentre outras ações como a construção da Ponte Salvador- Ilha de Itaparica como vetor de desenvolvimento e a abertura de novos modelos de negócios para o Estaleiro Enseada, em Maragogipe”, destacou.

O secretário também pontuou ações empreendidas pelo Governo do Estado na guerra contra o coronavírus, a exemplo da implantação e ampliação de hospitais, a abertura de novos leitos de UTI em todas as regiões do estado, a produção e distribuição de mais de 12 milhões de máscaras com geração de renda, a parceria com o Senai Cimatec para a produção inovadora de bolhas de contenção, túneis de desinfecção, envase e diluição de álcool, de protetores faciais, além da recuperação de bombas de infusão e ventiladores mecânicos, dentre outras. “Fomos abrindo diversas frentes com o objetivo central de prestar atendimento a todas as pessoas com sintomas, ao tempo em que fomos fomentando setores que precisavam continuar funcionando, a exemplo das feiras livres, com o fornecimento de barracas padronizadas para os comerciantes e distribuição de kits contendo máscaras de proteção, gorro, avental, frasco de álcool em gel e folheto informativo sobre os cuidados com o coronavírus. Vale destacar, ainda, as políticas voltadas para o fortalecimento da agricultura, com foco na produção de alimentos e geração de renda em toda a Bahia”, ressaltou o secretário.

O diálogo com todos os setores econômicos e sociais para o planejamento de ações com foco no fortalecimento da economia também foi destacado por Pinheiro. “Não teríamos como elaborar um plano sem a participação ativa de todos os setores afetados pela pandemia. Também estamos reunindo todas as secretarias de Estado para redefinir suas prioridades, a partir, justamente, de ações que sejam capazes de gerar empregos, repensando investimentos e integrando programas e projetos com foco na potencialização econômica e atração de novos investimentos”, disse.

O secretário do Ceará, Júlio Cavalcante, apresentou a estratégia de flexibilização para o retorno das atividades econômicas no estado, fundamentada em indicadores de ocupação de leitos, internações, número de óbitos e a questão territorial. “Todos os objetivos foram traçados para promover a redução do risco dos trabalhadores em contrair o vírus durante suas atividades, minimizando riscos inerentes à grande concentração de pessoas nas empresas, e reduzindo a prioridade de atividades que geram aglomerações durante sua execução”, afirmou. Como estratégia para retomada da economia pós-pandemia, o secretário ressaltou a assinatura do memorando de entendimento do estado do Ceará com a empresa chinesa Mingyang Smart Energy. “Formalizamos a intenção de que seja instalada no estado um complexo eólico offshore, sistema que aproveita a força do vento que sopra em alto mar”, anunciou Cavalcante.

O impacto da crise no setor do Turismo foi destaque na fala de Miguel Marques, líder do projeto de pensamento da Economia do Mar da PwC. “O turismo foi o primeiro setor a entrar na crise e, certamente, será o último a sair dela. Teremos primeiro que resolver o problema sanitário, a vacina, e depois o problema da confiança das pessoas em retornarem às suas atividades culturais, e, por fim, ainda teremos o problema da liquidez das famílias”, explicou, ressaltando que a indústria do turismo era a que mais crescia no mar.

 

Fonte: SEPLAN/Governo da Bahia

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