Terça, 05 de Maio de 2026
20°C 30°C
Alagoinhas, BA
Publicidade

O ministro das Comunicações afirmou que há cinco empresas interessadas na compra dos Correios.

O ministro das Comunicações afirmou que há cinco empresas interessadas na compra dos Correios.

17/09/2020 às 11h28 Atualizada em 17/09/2020 às 14h28
Por: Redação
Compartilhe:
Agência dos Correios. Foto: Correios
Agência dos Correios. Foto: Correios

Segundo titular da pasta das Comunicações, Fábio Faria, DHL e FedEx também têm interesse no processo de privatização da estatal.

O ministro das Comunicações, Fábio Faria, afirmou nesta quarta-feira que há cinco empresas interessadas na privatização dos Correios. Em transmissão ao vivo nas redes sociais, ele citou quatro: a varejista Magazine Luiza, o gigante americano do e-commerce Amazon e as empresas de logística estrangeiras DHL e FedEx.

“O importante é que já tem cinco players interessados. O Magalu é um deles, a Amazon, a DHL e FedEx. Já tem pessoas, grupos interessados na aquisição dos Correios, então isso é importante, porque não teremos um processo de privatização vazio.”

Magalu e Amazon estão entre os gigantes que travam uma corrida no comércio eletrônico brasileiro para reduzir os prazos de entrega de seus produtos e conquistar mais clientes.

O aumento das vendas no Rio de Janeiro estimularam inclusive a decisão do Magalu de abrir um centro de distribuição no estado neste ano e lojas físicas a partir do ano que vem.

Faria disse que o Congresso Nacional deve decidir como funcionaria o controle acionário e as obrigações da empresa que vier a comprar os Correios no processo de privatização.

“Tem empresas interessadas em ocupar esse espaço, e elas sabem que você recebe o bônus e o ônus também, mas é uma empresa saudável.”

O ministro disse que pediu para que o tema ficasse sob sua responsabilidade no ministério e que conversará com líderes do Congresso e os presidentes da Câmara e do Senado para articular a tramitação do projeto de privatização.

Ministro cita greve em favor da privatização - Além disso, ressaltou que temas específicos, como a universalização dos serviços, também serão discutidos pelos parlamentares:

“Em relação à universalidade das entregas, entregar no interior da Amazônia, Rio Grande do Sul, outros estados, em relação a funcionários, quem for bom vai continuar, até porque a empresa tem de continuar, o debate disso é no Congresso Nacional.”

O ministro usou a greve dos funcionários dos Correios como um argumento para a privatização. Faria criticou a paralisação em meio à pandemia e afirmou que isso não aconteceria em uma empresa privada.

“Eu nem entrei no mérito da greve, quem debateu isso foi o próprio presidente dos Correios. Acho que isso [a greve] foi muito ruim pra eles, porque é um momento em que todos precisam dar o melhor de si.”

Venda da Oi - Na mesma transmissão, o ministro disse que conversou com o presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), órgão responsável por avaliar a concorrência no mercado, para pedir “brevidade” na análise da venda da Oi.

Segundo o ministro, a resposta que recebeu do presidente do órgão, Alexandre Barreto, foi de que a análise da compra da Oi pela Tim, Vivo e Claro, demoraria porque teria de ser feita de estado por estado. A intenção do Cade é evitar problemas com a concorrência no setor.

“O presidente [do Cade] disse que as três têm penetração no país inteiro, tem de avaliar estado por estado e seria um pouco mais demorado, demoraria meses. Eu falei da nossa vontade de que isso fosse feito com maior brevidade possível até porque a Oi tem um resultado negativo anual e se demorar praticamente um ano, vai aumentar em 5 bilhões de reais a dívida da Oi no ano corrente.”

Faria disse que “abriu diálogo” com Barreto, que manteve ideia de analisar estado por estado.

“Tenho conversado muito, ele é um bom presidente, mas disse, olha eu preciso ver estado por estado até para ver como vai ficar esse ponto, é muito ruim para gente se cada companhia ficar praticamente com um terço do mercado.”

O ministro então relatou que o Cade vê com bons olhos se cada empresa ficar com uma fatia compatível ao seu tamanho.

“Se cada uma comprar dentro do seu tamanho e ela aumentar cada uma dentro do que ela tinha sem que seja uma coisa combinada entre elas, o Cade vê com bons olhos e eu já recebi o feedback que será feito dessa forma. A gente vai trabalhar junto com eles para que tenha mais clareza sobre isso.”

Segundo o ministro, o governo não tem lado e seria um facilitador do negócio.

“Nós temos conversado com a própria Anatel, que é uma grande credora da Oi, também tem os bancos do governo que estão conversando e já estão vendo que a Oi tem capacidade no médio prazo de quitar essas dívidas.”

 

Fonte: Revista Exame

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Alagoinhas, BA
21°
Tempo nublado

Mín. 20° Máx. 30°

22° Sensação
1.8km/h Vento
96% Umidade
100% (2.1mm) Chance de chuva
05h41 Nascer do sol
17h19 Pôr do sol
Qua 28° 20°
Qui 26° 19°
Sex 28° 20°
Sáb 30° 20°
Dom 28° 21°
Atualizado às 05h01
Economia
Dólar
R$ 4,96 +0,06%
Euro
R$ 5,80 +0,06%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 425,304,91 +0,71%
Ibovespa
185,600,13 pts -0.92%
Lenium - Criar site de notícias