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Guedes pode ser o próximo a deixar o governo

Guedes pode ser o próximo a deixar o governo

14/08/2020 às 13h35 Atualizada em 14/08/2020 às 16h35
Por: Redação
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Dois secretários do Ministério da Economia deixaram os cargos nesta terça, e Guedes disse que houve 'debandada'; 7 já saíram. Amigos do ministro dizem que ele não tem intenção de sair.

O sinal de alerta acendeu no Palácio do Planalto. Assessores do presidente Jair Bolsonaro avaliam que o ministro da Economia, Paulo Guedes, mandou sinais claros de que pode seguir a "debandada" de secretários e deixar o cargo se o governo decidir furar o teto de gastos públicos e abandonar de vez o ajuste fiscal no próximo ano.

Segundo esses assessores de Bolsonaro, Paulo Guedes demarcou o terreno nesta terça-feira (11), ao anunciar a saída dos secretários Salim Mattar e Paulo Uebel. No anúncio, disse que há insatisfações pelas mudanças nos rumos da política econômica do governo.

Para os interlocutores do presidente, Paulo Guedes até aceita não enviar a reforma administrativa agora, motivo da saída do secretario de Desburocratização, Paulo Uebel.

Mas, avaliam, Guedes não vai tolerar mudanças no teto de gastos públicos e foi muito claro na crítica aos defensores da medida, alertando que eles podem levar o presidente da República para "uma zona sombria, uma zona de impeachment".

“Os conselheiros do presidente que estão aconselhando a pular a cerca e furar teto vão levar o presidente para uma zona sombria, uma zona de impeachment, de irresponsabilidade fiscal. O presidente sabe disso, o presidente tem nos apoiado”, afirmou o ministro em entrevista após reunião com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia.

Na mesma entrevista, o ministro anunciou os pedidos de demissão de dois secretários: Salim Mattar (Desestatização e Privatização) e Paulo Uebel (Desburocratização, Gestão e Governo Digital).

Guedes afirmou que o governo precisa fazer "a coisa certa" para que o presidente seja reeleito.

“Se o presidente quiser ser reeleito temos que nos comportar dentro dos orçamentos, fazendo a coisa certa, enfrentando os desafios de reformas. Essa é a forma que um governo pode dar certo e merece ser reeleito.”

A regra do teto de gastos foi criada em 2016, durante o governo Michel Temer, por meio de uma emenda à Constituição. A regra estabelece que, por 20 anos, as despesas da União só podem crescer o equivalente ao gasto do ano anterior corrigido pela inflação. Pelo texto aprovado no Congresso, o teto pode ser revisto após dez anos.

No entanto, devido à crise gerada pela pandemia de Covid-19, alguns setores políticos têm argumentado que a regra deve ser alterada para permitir ao governo gastar mais do que o permitido. A ideia é que isso seria necessário para aumentar os investimentos públicos e impulsionar a economia.

Na última semana o Ministério da Economia e a Casa Civil prepararam uma consulta ao Tribunal de Contas da União sobre a possibilidade de o governo federal ultrapassar os limites estabelecidos pelo teto de gastos.

Após reunião com Rodrigo Maia, que já criticou qualquer eventual tentativa de se modificar a regra do teto de gastos, Guedes afirmou que a eventual manutenção em 2021 do padrão de gastos de 2020 vai levar o Brasil "para o caos".

De acordo com o ministro, isso já aconteceu no passado e provocou um impeachment [o da ex-presidente Dilma Rousseff] por, segundo afirmou, "irresponsabilidade fiscal".

Após a reunião com Guedes, Rodrigo Maia escreveu em uma rede social: "Hoje, tivemos uma conversa franca com o ministro Paulo Guedes, e há consenso de que não haverá jeitinho nem esperteza para desrespeitar o teto de gastos. A Câmara não vai pautar nenhuma prorrogação do estado de calamidade" — a eventual prorrogação do estado de calamidade pública em razão da pandemia de coronavírus permitiria ao governo continuar fazendo despesas acima do previsto no orçamento.

Fonte: G1

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