
O ministro da Economia, Paulo Guedes, quer mandar a proposta de reforma tributária do governo na próxima semana e conta com o empenho do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia.
Paulo Guedes e Rodrigo Maia, que defendem o mesmo ideário neoliberal, tiveram embates relacionados a detalhes na tramitação de matérias econômicas e se afastaram. Agora se reaproximam em nome da reforma tributária. Guedes pretende enviar a proposta do governo na próxima semana e avalia alternativas, uma espécie de plano B caso surjam entraves na tramitação da proposta na Câmara.
Os repórteres Fábio Pupo, Danielle Brant e Isabella Macedo da Folha de S.Paulo relatam que a reaproximação aconteceu na quarta-feira (15), quando Guedes e Maia almoçaram juntos para discutir a reforma tributária, após meses de conversas apenas por intermédio de interlocutores.
Ainda persistem divergências relacionadas com a criação de um imposto sobre pagamentos de transações no comércio eletrônico. É uma espécie de nova CPMF para transações por meios eletrônicos.
O imposto gera reações no Congresso, o que leva o governo a pensar em alternativas.
Uma dessas alternativas seria embutir a nova cobrança no chamado programa da carteira de trabalho verde e amarela. Com isso, o plano não seria avaliado sob a ótica de uma reforma tributária, mas de um programa contra o desemprego em massa, relata a reportagem.
Guedes defende o novo imposto como forma de desonerar a folha de pagamento para até um salário mínimo (hoje, equivalente a R$ 1.045). Por sua vez, Rodrigo Maia se mostra interessado em receber logo a proposta do governo de reforma tributária, mas continua afirmando que o novo imposto tem poucas chances de ser aprovado.
O líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), afirmou que o encontro entre Guedes e Maia nesta semana foi importante para retomar o diálogo e acredita que, até a próxima semana, será possível ter um roteiro para tramitar a reforma tributária nas duas Casas.
Fonte: Brasil 247
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