
Guedes anuncia, em entrevista à CNN, a volta da CPMF (com outro nome) e o imposto sobre dividendos nas empresas, dizendo que "não é a CPMF. É sobre transações digitais”, sem ressaltar que praticamente todas as transações financeiras hoje são digitais. A "nova" CPMF será rebatizada como Imposto sobre Transações Digitais.
Na entrevista, ele também falou que “todo mundo falava do imposto de transação (CPMF) que é muito ruim, é feio, uma areia do sistema, mas tem uma base de incidência que traficante de droga não escapa, traficante de arma não escapa. Ninguém escapa. Corruptos não escapam”, disse ele, que também afirmou que “se todos pagarem uma alíquota pequeninha é possível desonerar” outros tributos.
Quanto ao tributo sobre dividendos – hoje, o Brasil é um dos poucos países do mundo que não tributam empresários quando transferem recursos de suas empresas para suas contas pessoais - Guedes explica: “Na OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), as empresas pagam média de 19% ou 20% de imposto de renda. No Brasil, temos 34%. Quem vai querer investir no Brasil?”, disse ele. “Prefiro que a empresa pague menos e que cobre no dividendo”, afirmou, defendendo a tese de que, com a mudança, as empresas terão mais caixa para investir.
Fonte: Brasil 247
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